Esta é
uma das questões colocadas por muitos pais a si próprios, aos educadores,
médicos de família, enfim… Muitas vezes chegam à primeira consulta ou ao
rastreio e referem que o instinto lhes dizia que já deviam ter vindo, mas será
que não era precipitado?! Este processo é muitas vezes facilitado por familiares
próximos e/ou vizinhos que têm ou tiveram contacto com o mundo da terapia da
fala. Também acontece o inverso, em que a mesma rede desconhece o trabalho e a
importância e, portanto, desincentiva a procura de um terapeuta.
Com este post, pretendo deixar linhas gerais de orientação
para a identificação de sinais que ajudem os pais na decisão de procurar um
terapeuta da fala ou não.
Sinais de Alerta:
-
aos 12 meses não reage ao seu nome
nem a sons familiares; interage pouco com os outros.
- aos 18-24 meses não cumpre instruções
simples, ainda não fala ou usa apenas palavras isoladas.
- aos 3 anos não constrói pequenas frases e
os pais e familiares não compreendem o que diz; conhece e diz poucas palavras.
- aos 4 anos não conta acontecimentos do dia
ou que aconteceram recentemente; a fala ainda não é percebida por todos. Tem
dificuldade em iniciar uma frase/repete sílabas (gaguez).
-
aos 5 anos não diz ou troca sons,
constrói frases muito simples e/ou desorganizadas e é pouco coerente a contar
uma história ou um acontecimento.
-
em idade escolar tem dificuldades de leitura e escrita; (estas
dificuldades serão tema para um post posterior).
(Fonte: Rebelo, A; Vital, A (2006) “Desenvolvimento
da Linguagem e Sinais de Alerta: Construção e Validação de um Folheto
Informativo”, Re (habiitar) – Revista da Essa, nº2, Edições Colibri, pág.
69-98.)
Sempre que tiver dúvidas não hesite em procurar um terapeuta
para uma consulta de avaliação. Em diversos gabinetes/clínicas existe um
serviço de rastreio, onde se pondera se uma criança está de alguma forma em
risco e são dadas orientações aos pais.

