quarta-feira, 14 de março de 2012

O poder da brincadeira...

A criança é curiosa desde que nasce. Quer aprender e compreender o seu mundo. Os primeiros cinco anos são o período de crescimento mais acelerado do cérebro da criança durante a sua vida. As primeiras experiências da criança determinam o desenvolvimento do seu cérebro. As aquisições iniciais da criança preparam o terreno para seu êxito na escola.


Boas experiências iniciais promovem o bom desenvolvimento do cérebro da criança! Quanto mais o cérebro trabalha, maior a sua capacidade de trabalhar. Ora, quando a criança brinca, o seu cérebro trabalha muito. É a brincar que a criança aprende e se descobre, pois para ela é natural brincar.


Brinca durante as rotinas diárias. 
Brinca durante as experiências educacionais que lhe são proporcionadas. 
Pense num bebé que começa a brincar de esconde-esconde quando você puxa a roupa sobre sua cabeça. A menina de um ou dois anos que lê para sua boneca imitando a forma como você lê para ela. 
Ou a criança de três ou quatro anos que faz uns rabiscos e marcas numa folha de papel que você coloca na mesa e anuncia com orgulho: “Escrevi meu nome”!

Às vezes pode parecer que não está a acontecer muita coisa. Encher um balde com pequenos objectos e depois despejá-los talvez pareça lhe pareça a si entediante. Brincar com blocos parece simplesmente um exercício de empilhar e derrubar. Mas a brincadeira está cheia de oportunidades para a criança aprender e desenvolver novas competências. Ao brincar, a criança utiliza todos os seus sentidos – audição, visão, paladar, tacto, olfacto e movimento – para recolher informações sobre o seu mundo. Mais tarde, a linguagem será outro meio de adquirir informações. Organiza e reorganiza essas informações, transformando-as nas primeiras imagens de si própria, outras pessoas e o seu ambiente. 
Em próximas publicações irei abordar como explorar diferentes brinquedos de acordo com a idade. Acompanhem!

Imagens retiradas da Internet
Texto ligeiramente adaptado de: "Kit de desenvolvimento da primeira Infância: Guia de actividades", Unicef

segunda-feira, 12 de março de 2012

Gaguez Fisiológica... O que é? O que fazer?

Ontem falei Aqui que por volta dos 3 anos pode surgir uma Gaguez pontual e passageira que é denominada de Gaguez Fisiológica.


Entre os 30 e os 36 meses a aquisição de vocabulário diária acontece de forma mais intensa e as ideias da criança aumentam de forma significativa comparativamente com a sua capacidade de expressão no momento. Desta forma, é normal que passem por um período de seis meses em que apresentam características de uma forma de gaguez.

Neste intervalo de tempo o seu filho poderá "tropeçar" um bocadinho nas palavras, começando uma palavra e parando a meio para começar outra, ou estar frequentemente a fazer autocorrecções das suas próprias produções, o que resulta num diálogo entrecortado. Também poderá acontecer a criança falar durante o ar de inspiração, o que dá a ideia ao ao ouvinte de sufoco e atropelo das palavras.


Nesta fase, os pais devem adoptar uma postura que respeita alguns princípios a fim de evitar um possível estabelecimento de uma gaguez crónica e verificar que a sua duração não ultrapassa os 6 meses considerados normais.

Nunca acabar as frases antes de a criança as ter acabado por inteiro. Este é um princípio básico para prevenir a instalação da gaguez. Dê tempo à criança para ultrapassar as disfluências (pausas, repetições, prolongamentos de sons) sem esforço. Não apresse a criança a acabar aquilo que está a dizer e evite interrompê-la. Espere pacientemente que ela acabe, mostrando que esteve a ouvir o que ela disse. Quando interrompemos alguém que se está a tentar exprimir mostramos desrespeito pelas suas ideias e encorajamos a desistência.

Nunca obrigue alguém que está a gaguejar a falar mais devagar. Esta atitude só contribui para que a criança se sinta mais constrangida. Neste sentido, não verbalize "Fala devagar" ou "Tem calma". Pelo contrário, deve encorajar a sua expressão global, favorecendo qualquer tipo de expressão linguística, deixando-o exprimir-se livremente.

A nossa reacção espontânea e imediata à disfluência da criança será um factor de enorme peso. É normal os pais ficarem  preocupados quando a criança repete ou prolonga muito uma sílaba ou um som em determinada palavra, como por exemplo «sssssssapato». Embora fique preocupado, não peça à criança para repetir várias vezes a palavra, para se certificar que ela consegue dizer sem prolongamento. Isso só irá criar ansiedade na criança e fá-la-á tomar consciência de que algo não está bem com a sua fala. Oiça apenas o que ela tem para dizer, sem  se mostrar preocupado ou ansioso com a forma como ela o diz. Elogie as suas ideias. Diga-lhe que gosta de ouvir o que ela tem para dizer.

Atenção à linguagem usada com a criança! Deverá adaptar a linguagem à idade da criança, sem ser necessário infantilizá-la. Utilize uma linguagem funcional e concreta. Diminua a extensão das frases que diz à criança - devemos repartir as frases que usamos e  os pedidos que lhe fazemos. Dê uma instrução de cada vez, de forma a reduzir a quantidade de coisas que a criança tem que se lembrar e consequentemente a pressão e ansiedade. 

Respeite o ritmo do seu filho sem o tornar num problema de expressão!


Fontes:
Rigolet, S. (2002). Os três P: Precoce, Progressivo, Positivo – Comunicação e Linguagem para uma plena expressão. Colecção Educação Especial. Porto: Porto Editora.

Gaiolas, M. (2010) Gaguez da infância à adolescência. Edições Vogais e Companhia, Cascais.

Imagens retiradas da Internet



domingo, 11 de março de 2012

O que devo esperar aos 2 anos? E aos 3 anos?

Hoje resolvi falar um bocadinho de desenvolvimento da linguagem, de uma forma não exaustiva e que seja facilmente entendida por todos. A nível da linguagem podemos falar de competências de compreensão e de expressão, que envolvam as dimensões do vocabulário (semântica), da organização das palavras nas frases (sintaxe), da formação de palavras (adjectivos, plurais, concordâncias, ... - morfologia), percepção e produção de sons para formar palavras (fonologia) e uso de todas estas competências num contexto social (pragmática). 


Como pai/educador como posso saber o que esperar em cada idade?
A resposta a esta questão implica saber alguma informação e capacidade de observação para tentar verificar as competências que menciono hoje. Esteja atento durante as brincadeiras que faz com a criança, na sua interacção com outras crianças e não se cinja a acontecimentos isolados. 

Importa ter presente que os marcos de desenvolvimento da linguagem são atingidos mais ou menos na mesma idade por todas as crianças e que é necessário que haja oportunidade para que esse desenvolvimento ocorra. Contudo, existem diferenças individuais (herança genética, nutrição, influências culturais, ...) que devem consideradas e que interferem com o ritmo de aquisição.

De uma forma geral, as pessoas sabem que por volta dos 12 meses surgem as primeiras palavras, por norma pouco depois de a criança começar a dar os primeiros passos. São palavras simples e que tem um significado representativo de uma frase. Durante o segundo ano de vida, a criança aponta animais, roupas ou brinquedos quando o adulto diz o nome. Usam palavras e também sons que não são palavras mas que parecem uma "conversa". Por volta dos 18 meses começam a combinar 2 palavras (ex.: "papa bebé" ou "popó pai"). Ao longo desta fase a criança começa a entender que determinado objecto serve uma função (a escova é para pentear, o copo para beber, ...).

Dos 2 aos 3 anos
A criança:

- Produz cerca de 200 a 300 palavras.

- Usa frases curtas com 3/4 palavras, maioritariamente com nomes e verbos, do tipo afirmativo ou na negativa. (As perguntas ainda não surgiram, contudo com a entoação parece que o está a fazer.)

- Por volta dos 34 meses usa o "eu".

- Usa verbos regulares no passado e no presente. 


- Realiza generalizações abusivas. Ex: “Eu fazi”, “eu ouvo” e surge o plural;

- Descobre a causalidade (causa-efeito; “porquê?”). O uso do "porque" surge mais tarde (+ou- aos 3 anos e meio). 

- Tem dificuldades em recontar uma história (com suporte visual, consegue expressar algumas ideias ou nomear alguns tópicos). 

- Memoriza a letra de pequenas canções; 

- Produz palavras de carácter social: “obrigado”, “ por favor”; 

- Passa por um curto período de Gaguez pontual e passageira _ gaguez fisiológica (30-36meses), que resulta muito do facto de a criança compreender muito mais do que as suas competências lhe permitem expressar.

- É entendida pelos familiares, na maior parte das vezes (dificuldades em alguns sons e em palavras mais compridas, como “televisão”). 

- Até aos 3 anos diz palavras com os sons:
p, b, m, t, d, n, nh, k, g 

- Até aos 3 anos troca o som /k/ com /g/ (ex..comida-gomida) e pode trocar os sons /f, s/ por /p/ ou /t/ (ex.: faca-paca ou sopa-topa). 


Use o conhecimento destes marcos para estar mais atento e identificar precocemente dificuldades de linguagem  que necessitem de avaliação de um terapeuta da fala. Tem dúvidas? Pergunte... 



Imagens retiradas da Internet




Fontes:
Rigolet, S. (2002). Os três P: Precoce, Progressivo, Positivo – Comunicação e Linguagem para uma plena expressão. Colecção Educação Especial. Porto: Porto Editora.
Rigolet, S. (2006) Para Uma Aquisição Precoce e Optimizada da Linguagem. Porto Editora. 

sábado, 10 de março de 2012

Será que o meu filho não ouve bem?

Os primeiros anos de vida são repletos de aprendizagens e cada dia traz novas surpresas para a criança e para a sua família. Os pais devem procurar estar atentos ao desenvolvimento da linguagem e identificar se, em algum momento, existe necessidade de realizar uma avaliação/despiste. De entre as várias causas de um Atraso no Desenvolvimento da Linguagem está a perda auditiva que, ainda que ligeira poderá reflectir-se de forma significativa nas competências comunicativas da criança.



Sugiro que responda às questões, de acordo com as idades como referência:    

- 3 meses: O seu filho assusta-se e começa a chorar com sons elevados? O seu filho reage a sons como a sua voz?
- 6 meses: O seu filho volta a cabeça e olha para o local de onde vem o som?
- 9 meses: O seu filho reage ao seu próprio nome, olhando ou voltando-se na direção de quem o chamou?
-12 meses: O seu filho produz sons e compreende nomes simples como “popó” e “papa”?
-15 meses: O seu filho responde a ordens simples ("Dá o pão" ou "Mostra o pé") e diz algumas palavras? 
Independentemente da idade esteja atento a alguns sinais de alerta, tais como:

- Não reage quando ouve sons suaves, mesmo que não exista barulho de fundo.
       
- Parece sempre distraído e usa com frequência as expressões “o quê?” “ãh?”.


- Fica muito atento ao rosto e às expressões faciais das pessoas com quem está a falar, como se procurasse "ler" a fala do outro.


- Fica mais confuso quando existe ruído de fundo e parece não compreender o que lhe dizem.


- Gosta de colocar o volume da televisão alto e quando os adultos não deixam procura um lugar mais perto da TV.


- Não gosta de falar ao telefone e não entende o que lhe dizem. Pode acontecer também reparar que o seu filho troca o telefone de ouvido na tentativa de compreender.  


- Não reage a sons bruscos, mesmo aqueles que normalmente até os adultos se assustam.

- Tem dificuldades em falar e em corrigir-se quando os adultos lhe dão o modelo, tendo dificuldade e manter a atenção.

Importa referir que, caso exista uma perda auditiva as aprendizagens escolares estarão comprometidas e a frustração da criança e da família vai aumentando. Os sinais de alerta que referi não devem ser considerados isoladamente, tente estar atento a diferentes comportamentos. Se tem dúvidas e pensa que esta poderá ser a causa das dificuldades do seu filho faça os testes auditivos. 

Não adie um diagnóstico por medo! 



Fonte:

sexta-feira, 9 de março de 2012

Ler e Compreender pode ser mais fácil...

Uma das áreas em que o terapeuta da fala intervém, com frequência, é a nível da leitura-escrita. Nas fases iniciais de aprendizagem há uma grande preocupação com a consciência dos sons e a sua associação aos grafemas. Existe aqui um sem número de questões importantes que fazem com que este processo decorra melhor ou pior. Contudo, este não será o tema desta publicação.


O que hoje proponho são estratégias/orientações para os pais usarem em casa para facilitar a compreensão da leitura, quer seja para crianças que tiveram alguma dificuldade nas aprendizagens iniciais da leitura e que ainda não são funcionais nesta competência, ou simplesmente para crianças que estão nesta fase de aprendizagem.


Então, como posso ajudar?

- incentive a leitura de contos infantis/fábulas, que são textos com uma estrutura simples, ricos em vocabulário e, de uma forma geral, motivantes.

- analise o título ainda antes da leitura do texto e “especule” sobre o tema que será abordado nesse mesmo texto.


- a história/texto pode ser lida primeiro por si antes de pedir à criança para ler, explorando o vocabulário novo e/ou mais abstracto.


- a história/texto deve ser lida por etapas, e o adulto faz o “varrimento” do que leu através da análise oral da história, ou seja leia uma pequena parte e em seguida pare e faça algumas perguntas acerca do que foi lido e só depois continue.


- peça à criança para recontar cada parte da história.


- após analisar cada parte da história peça o reconto na totalidade.


- use apoio visual para concretizar vocabulário novo. Procure na internet imagens para mostrar o que significam as palavras novas.


- peça à criança para explicar o acontecimento principal de um texto, dar a ideia geral de um acontecimento, inventar títulos (ou seleccionar o que mais se adequa).


- reforce os sucessos da criança e os esforços e tentativas também. Estar constantemente a dizer-lhe que errou não faz com que ela se sinta melhor e motivada. Seja paciente e quando não corre bem tente de novo.


- respeite o ritmo de aprendizagem da criança.




Estas são algumas estratégias que usadas diariamente na exploração dos textos do trabalho de casa podem facilitar esta tarefa, tantas vezes complicada para as crianças, de compreender o que lêem. Ao fim-de-semana procure ler contos infantis, mesmo que a criança já os conheça. Se ler ainda é muito "difícil" escolha historinhas mais pequeninas. Sugiro uma visita ao site da História do dia.


Boas leituras!


Imagens retiradas da internet
Fontes:
Carvalho, A.; (2011) Aprendizagem da leitura - Processos cognitivos, avaliação e intervenção. Psicosoma, Viseu. 
Pereira, R.; (2011) Programa de Neurociência - Intervenção em leitura e escrita. Psicosoma, Viseu. 

quinta-feira, 8 de março de 2012

Uma escadinha acima...


De uma forma geral os pais conseguem fazer um desnível em relação às competências evidenciadas pelos seus filhos e o modelo que lhe vão dando. Contudo, nem sempre o desenvolvimento da linguagem surge nas fases esperadas e, algures neste percurso, vai-se perdendo esta naturalidade. 

Tinha falado aqui no conceito de "expansão semântica" e pareceu-me que não ficou muito claro, por isso decidi dar um exemplo:
  
A criança olha para o carro do pai e diz: "Popó!". Neste caso a mãe pode acrescentar: 
    
"O popó do papá!" ou "O popó é grande".

O adulto não deverá ultrapassar 3 a 4 palavras acima do enunciado produzido pela criança, para ser entendido  e servir de modelo optimal. Quantas vezes não acontece de falarmos tanto que a meio as crianças já nem estão a prestar atenção? "Falar muito" com a criança em determinadas fases deve ser doseado e deve existir tempo para que ela também possa responder.

Esta extensão pode ocorrer a nível gramatical, através do uso de palavras funcionais, tendo presente a noção de que estas custam mais a ser assimiladas. Exemplo: se a criança usa a palavra "bola", o cuidador poderá usar:
 "a tua bola", 
"a bola no cesto", 
"bola fora do campo", ... 


Outra questão que me fazem com frequência é se se deve usar ou não infantilismos, como "papa", "popó" ou outros. Numa primeira fase, tanto o cuidador como o bebé dirão "popó" e deve encorajar este tipo de infantilismos. Ao fim de algum tempo, verá que a criança já usará com um certo à-vontade esta palavra, por isso deverá propor uso do modelo adulto. Assim, quando o seu filho diz "popó" repita "popó" para reforçar e em seguida acrescente "o carro", juntando-lhe o modelo adulto do mesmo conceito. 
Só após este fase é que se permita a usar sempre a palavra adulta, pois agora ele saberá que têm o mesmo significado. 



Imagens retiradas da Internet. 
Fonte: 
Rigolet, S. (2006) Para Uma Aquisição Precoce e Optimizada da Linguagem. Porto Editora. 

quarta-feira, 7 de março de 2012

Siga a iniciativa do seu filho...

Continuando o tema "Antes de Falar já Comunico", proponho mais uma orientação que traz bons resultados: seguir a iniciativa da criança. Isto significa responder com interesse ao que o seu filho está a comunicar, mostrando-lhe que o que faz ou diz é interessante e importante para si.


Há várias formas de seguir a iniciativa da criança:
- responder imediatamente e com interesse
- juntar-se ao jogo e jogar
- seguir a iniciativa do seu filho com acções e palavras, através da imitação, interpretação e fazendo comentários. (este tópico será abordado na próxima publicação)

Quando a criança  inicia uma interacção, procure responder-lhe de imediato, independentemente da forma como a mensagem é transmitida: um olhar um som, um sorriso, um movimento do corpo, um gesto ou palavra. Diga algo em seguida para que ele saiba que recebeu a sua mensagem. Demonstre um tom de voz entusiasmado e sorria.


As vantagens de compartilhar os interesses do seu filho são simples:
- ele é mais propenso a comunicar sobre aquilo que lhe interessa
- aprende mais quando a sua resposta se relaciona com a mensagem
- ele mantém mais facilmente a atenção em actividades que lhe interessam.


Participe no jogo: jogar com o seu filho é uma das formas mais divertidas de seguir a sua iniciativa e comunicar.

Quando a criança ainda é pequenina, use palavras e sons que possa associar às actividades que estão a acontecer, como "Ohh-ohh" ou "Ups" quando caí algo ao chão; "vrrrrrrr" associado ao som do carro em movimento; "muuuummm" com gesto associado na barriga que mostra que a comida era boa; "Puuumm", para associar a barulhos fortes ou quedas; brinque aos sons dos animais, ... Faça-o de forma divertida.

Com crianças mais crescidas procure encontrar os seus próprios jogos.



É difícil brincar com a criança quando apenas ela tem o objecto. Neste caso é importante evitar ser apenas um espectador.  Por exemplo, se o seu filho está a fazer deslizar um camião ou a construir algo com legos, procure encontrar algo semelhante para poder brincar com ele e participar.

Quando as crianças chegam aquela fase em que já dizem as primeiras palavras, brinque "às casinhas": finjam situações do dia, como dar "comida" um ao outro, "brincar aos médicos", ... Escolha um papel e aja como tal.

Divirta-se a Brincar :)

Imagens retiradas da internet

Fonte: 
Wietzman, E.; Pepper, J. (2007) Hablando... Nos Entendemos los dos. The Hanen Program; Toronto.