sexta-feira, 16 de março de 2012

Respiração Oral...Informe-se!


Nesta época do ano, por ser primavera, fala-se sempre mais de respiração oral, em parte porque os processos alérgicos se agravam.
Ser Respirador Oral , ou seja respirar pela boca, é uma adaptação patológica, muitas vezes inconsciente, que resulta da dificuldade em respirar pelo nariz. Por norma, é uma compensação!

A obstrução nasal e decorrente respiração oral pode ter várias causas, de entre as quais:
- hipertrofia das amígdalas ou das adenóides (quando são grandes deixam menos espaço para o ar passar e a criança respirar);
- rinites
- sinusites
- inflamações
- infecções respiratórias crónicas   
- malformações
- desvio de septo
- presença de corpos estranhos

Independentemente da causa, esteja atento a algumas características típicas e que poderá identificar facilmente como sintomas de Respiração oral, ainda que algumas delas poderão já ser tidas como consequências:

  • boca aberta durante o dia ou lábios entreabertos com a língua "no meio" dos dentes
  • ronco
  • sono agitado
  • dificuldade em respirar durante o sono
  • olheiras 
  • baba durante o sono
  • sonolência diurna, com agitação (por vezes agressividade) ou apatia
  • dificuldade em concentrar-se nas actividades
  • dor de cabeça de manhã
  • falta de apetite e de prazer em comer (muitas vezes preferência por alimentos líquidos e pastosos)
  • dificuldades em identificar odores
  • cansaço
  • infecções respiratórias frequentes.

Esteja atento e caso verifique alguns destes sintomas fale com o seu médico de família ou, se tiver oportunidade, procure um otorrinolaringologista para uma avaliação mais específica. 

Tenha presente que as infecções frequentes nas vias respiratórias superiores podem levar à ocorrência de otites repetitivas, podendo diminuir a capacidade auditiva durante alguns períodos de tempo. Esta diminuição da capacidade auditiva poderá ter repercussões significativas no desenvolvimento da linguagem. no comportamento, na capacidade de atenção e aprendizagem, com prejuízo a nível escolar.      


Tratar a respiração oral deve ser uma preocupação desde cedo, de modo a evitar ainda comprometimentos a nível do crescimento da face e alterações dentárias. Desde que tratada precocemente é possível evitar danos de natureza permanente e proporcionar à criança uma melhor qualidade de vida (e à família também, porque noites mal dormidas e dias agitados são difíceis para todos!). 
  
Após a avaliação do médico há a necessidade de reequilibrar o tónus e a postura dos orgãos fonoarticulatórios, realizando exercícios específicos para tal, bem como adequar as funções que possam estar alteradas, ou seja, além da fala, a mastigação ou a deglutição. Nesta fase, procure um Terapeuta da Fala

Se tem dúvidas... Informe-se! Não espere...


Imagens retiradas da internet
Fonte:
Aulas de "Respiração oral", leccionadas pelo Terapeuta Ricardo Santos, na Pós-Graduação de Motricidade Orofacial, Isave, 2009-2010. 

quinta-feira, 15 de março de 2012

Brincar...com uma caixa de formas!

Uma das perguntas que me fazem com frequência, logo nas primeiras sessões, é se recomendo brinquedos específicos ou se os que têm lá em casa serão adequados. Por vezes, acontece que de facto os brinquedos são demasiado infantis... Mas de uma forma geral, parece-me que explorar o brinquedo de forma adequada é o mais complicado, ou... sentir confiança na forma como o fazem parece ser o maior desafio para alguns pais!

Escolhi um jogo que de uma forma geral existe em quase todas as casas: uma caixa de formas!


Bebé
  • Coloque a caixa de formas e várias formas coloridas em frente ao bebé e deixe-o brincar livremente.
  • Converse com o bebé sobre o que ele está a fazer, deixando-o manusear os objectos.
  • Deixe o bebé descobrir como abrir a caixa. Esvazie a caixa de formas e diga ao bebé que volte a enchê-la. Mostre-lhe o que pretende.
  • Faça turnos de brincadeira, ora põe a mãe, ora o bebé!
Este tipo de actividade permite desenvolver a noção de vez na interacção, a coordenação entre as mãos e os olhos, bem como a competência para manusear objectos. 

Crianças de 1 a 3 anos
  • Enquanto a criança brinca com as formas e as despeja, deixe-a explorar a forma como cada peça encaixa no orifício correspondente.
  • Diga o nome da forma da peça manuseada pela criança e peça-lhe que encontre o respectivo orifício na caixa.
  • Deixe a criança aprender a rodar as mãos e os pulsos ao tentar colocar uma peça na caixa.
A realização desta actividade permite a exploração de um brinquedo, desenvolvendo noções de cor, formas diferentes, orientação espacial e causa-efeito.
Ao longo da actividade dê-lhe tempo e evite as perguntas sem conteúdo.  Comente, nomeie e siga a iniciativa do seu filho.

Crianças de 4 a 6 anos

  • Deixe a crianças praticar e brincar com a caixa de formas sozinha.
  • Crie um jogo em que têm de introduzir as formas na caixa uma de cada vez, o mais depressa possível.
  • Coloque as peças no chão ou em cima de uma mesa e peça à criança para mostrar onde estão as estrelas, os rectângulos, os triângulos, os círculos. Se não conseguir encontrá-los, mostre-lhe quais são e solicite-lhe novamente que os encontre.
Além do vocabulário que adquirem, desenvolvem competências de jogo  em interacção com o outro. 

Brinque... Divirta-se!


Fonte:
"Kit de desenvolvimento da primeira Infância: Guia de actividades", Unicef
Imagens retiradas da mesma fonte.

quarta-feira, 14 de março de 2012

O poder da brincadeira...

A criança é curiosa desde que nasce. Quer aprender e compreender o seu mundo. Os primeiros cinco anos são o período de crescimento mais acelerado do cérebro da criança durante a sua vida. As primeiras experiências da criança determinam o desenvolvimento do seu cérebro. As aquisições iniciais da criança preparam o terreno para seu êxito na escola.


Boas experiências iniciais promovem o bom desenvolvimento do cérebro da criança! Quanto mais o cérebro trabalha, maior a sua capacidade de trabalhar. Ora, quando a criança brinca, o seu cérebro trabalha muito. É a brincar que a criança aprende e se descobre, pois para ela é natural brincar.


Brinca durante as rotinas diárias. 
Brinca durante as experiências educacionais que lhe são proporcionadas. 
Pense num bebé que começa a brincar de esconde-esconde quando você puxa a roupa sobre sua cabeça. A menina de um ou dois anos que lê para sua boneca imitando a forma como você lê para ela. 
Ou a criança de três ou quatro anos que faz uns rabiscos e marcas numa folha de papel que você coloca na mesa e anuncia com orgulho: “Escrevi meu nome”!

Às vezes pode parecer que não está a acontecer muita coisa. Encher um balde com pequenos objectos e depois despejá-los talvez pareça lhe pareça a si entediante. Brincar com blocos parece simplesmente um exercício de empilhar e derrubar. Mas a brincadeira está cheia de oportunidades para a criança aprender e desenvolver novas competências. Ao brincar, a criança utiliza todos os seus sentidos – audição, visão, paladar, tacto, olfacto e movimento – para recolher informações sobre o seu mundo. Mais tarde, a linguagem será outro meio de adquirir informações. Organiza e reorganiza essas informações, transformando-as nas primeiras imagens de si própria, outras pessoas e o seu ambiente. 
Em próximas publicações irei abordar como explorar diferentes brinquedos de acordo com a idade. Acompanhem!

Imagens retiradas da Internet
Texto ligeiramente adaptado de: "Kit de desenvolvimento da primeira Infância: Guia de actividades", Unicef

segunda-feira, 12 de março de 2012

Gaguez Fisiológica... O que é? O que fazer?

Ontem falei Aqui que por volta dos 3 anos pode surgir uma Gaguez pontual e passageira que é denominada de Gaguez Fisiológica.


Entre os 30 e os 36 meses a aquisição de vocabulário diária acontece de forma mais intensa e as ideias da criança aumentam de forma significativa comparativamente com a sua capacidade de expressão no momento. Desta forma, é normal que passem por um período de seis meses em que apresentam características de uma forma de gaguez.

Neste intervalo de tempo o seu filho poderá "tropeçar" um bocadinho nas palavras, começando uma palavra e parando a meio para começar outra, ou estar frequentemente a fazer autocorrecções das suas próprias produções, o que resulta num diálogo entrecortado. Também poderá acontecer a criança falar durante o ar de inspiração, o que dá a ideia ao ao ouvinte de sufoco e atropelo das palavras.


Nesta fase, os pais devem adoptar uma postura que respeita alguns princípios a fim de evitar um possível estabelecimento de uma gaguez crónica e verificar que a sua duração não ultrapassa os 6 meses considerados normais.

Nunca acabar as frases antes de a criança as ter acabado por inteiro. Este é um princípio básico para prevenir a instalação da gaguez. Dê tempo à criança para ultrapassar as disfluências (pausas, repetições, prolongamentos de sons) sem esforço. Não apresse a criança a acabar aquilo que está a dizer e evite interrompê-la. Espere pacientemente que ela acabe, mostrando que esteve a ouvir o que ela disse. Quando interrompemos alguém que se está a tentar exprimir mostramos desrespeito pelas suas ideias e encorajamos a desistência.

Nunca obrigue alguém que está a gaguejar a falar mais devagar. Esta atitude só contribui para que a criança se sinta mais constrangida. Neste sentido, não verbalize "Fala devagar" ou "Tem calma". Pelo contrário, deve encorajar a sua expressão global, favorecendo qualquer tipo de expressão linguística, deixando-o exprimir-se livremente.

A nossa reacção espontânea e imediata à disfluência da criança será um factor de enorme peso. É normal os pais ficarem  preocupados quando a criança repete ou prolonga muito uma sílaba ou um som em determinada palavra, como por exemplo «sssssssapato». Embora fique preocupado, não peça à criança para repetir várias vezes a palavra, para se certificar que ela consegue dizer sem prolongamento. Isso só irá criar ansiedade na criança e fá-la-á tomar consciência de que algo não está bem com a sua fala. Oiça apenas o que ela tem para dizer, sem  se mostrar preocupado ou ansioso com a forma como ela o diz. Elogie as suas ideias. Diga-lhe que gosta de ouvir o que ela tem para dizer.

Atenção à linguagem usada com a criança! Deverá adaptar a linguagem à idade da criança, sem ser necessário infantilizá-la. Utilize uma linguagem funcional e concreta. Diminua a extensão das frases que diz à criança - devemos repartir as frases que usamos e  os pedidos que lhe fazemos. Dê uma instrução de cada vez, de forma a reduzir a quantidade de coisas que a criança tem que se lembrar e consequentemente a pressão e ansiedade. 

Respeite o ritmo do seu filho sem o tornar num problema de expressão!


Fontes:
Rigolet, S. (2002). Os três P: Precoce, Progressivo, Positivo – Comunicação e Linguagem para uma plena expressão. Colecção Educação Especial. Porto: Porto Editora.

Gaiolas, M. (2010) Gaguez da infância à adolescência. Edições Vogais e Companhia, Cascais.

Imagens retiradas da Internet



domingo, 11 de março de 2012

O que devo esperar aos 2 anos? E aos 3 anos?

Hoje resolvi falar um bocadinho de desenvolvimento da linguagem, de uma forma não exaustiva e que seja facilmente entendida por todos. A nível da linguagem podemos falar de competências de compreensão e de expressão, que envolvam as dimensões do vocabulário (semântica), da organização das palavras nas frases (sintaxe), da formação de palavras (adjectivos, plurais, concordâncias, ... - morfologia), percepção e produção de sons para formar palavras (fonologia) e uso de todas estas competências num contexto social (pragmática). 


Como pai/educador como posso saber o que esperar em cada idade?
A resposta a esta questão implica saber alguma informação e capacidade de observação para tentar verificar as competências que menciono hoje. Esteja atento durante as brincadeiras que faz com a criança, na sua interacção com outras crianças e não se cinja a acontecimentos isolados. 

Importa ter presente que os marcos de desenvolvimento da linguagem são atingidos mais ou menos na mesma idade por todas as crianças e que é necessário que haja oportunidade para que esse desenvolvimento ocorra. Contudo, existem diferenças individuais (herança genética, nutrição, influências culturais, ...) que devem consideradas e que interferem com o ritmo de aquisição.

De uma forma geral, as pessoas sabem que por volta dos 12 meses surgem as primeiras palavras, por norma pouco depois de a criança começar a dar os primeiros passos. São palavras simples e que tem um significado representativo de uma frase. Durante o segundo ano de vida, a criança aponta animais, roupas ou brinquedos quando o adulto diz o nome. Usam palavras e também sons que não são palavras mas que parecem uma "conversa". Por volta dos 18 meses começam a combinar 2 palavras (ex.: "papa bebé" ou "popó pai"). Ao longo desta fase a criança começa a entender que determinado objecto serve uma função (a escova é para pentear, o copo para beber, ...).

Dos 2 aos 3 anos
A criança:

- Produz cerca de 200 a 300 palavras.

- Usa frases curtas com 3/4 palavras, maioritariamente com nomes e verbos, do tipo afirmativo ou na negativa. (As perguntas ainda não surgiram, contudo com a entoação parece que o está a fazer.)

- Por volta dos 34 meses usa o "eu".

- Usa verbos regulares no passado e no presente. 


- Realiza generalizações abusivas. Ex: “Eu fazi”, “eu ouvo” e surge o plural;

- Descobre a causalidade (causa-efeito; “porquê?”). O uso do "porque" surge mais tarde (+ou- aos 3 anos e meio). 

- Tem dificuldades em recontar uma história (com suporte visual, consegue expressar algumas ideias ou nomear alguns tópicos). 

- Memoriza a letra de pequenas canções; 

- Produz palavras de carácter social: “obrigado”, “ por favor”; 

- Passa por um curto período de Gaguez pontual e passageira _ gaguez fisiológica (30-36meses), que resulta muito do facto de a criança compreender muito mais do que as suas competências lhe permitem expressar.

- É entendida pelos familiares, na maior parte das vezes (dificuldades em alguns sons e em palavras mais compridas, como “televisão”). 

- Até aos 3 anos diz palavras com os sons:
p, b, m, t, d, n, nh, k, g 

- Até aos 3 anos troca o som /k/ com /g/ (ex..comida-gomida) e pode trocar os sons /f, s/ por /p/ ou /t/ (ex.: faca-paca ou sopa-topa). 


Use o conhecimento destes marcos para estar mais atento e identificar precocemente dificuldades de linguagem  que necessitem de avaliação de um terapeuta da fala. Tem dúvidas? Pergunte... 



Imagens retiradas da Internet




Fontes:
Rigolet, S. (2002). Os três P: Precoce, Progressivo, Positivo – Comunicação e Linguagem para uma plena expressão. Colecção Educação Especial. Porto: Porto Editora.
Rigolet, S. (2006) Para Uma Aquisição Precoce e Optimizada da Linguagem. Porto Editora. 

sábado, 10 de março de 2012

Será que o meu filho não ouve bem?

Os primeiros anos de vida são repletos de aprendizagens e cada dia traz novas surpresas para a criança e para a sua família. Os pais devem procurar estar atentos ao desenvolvimento da linguagem e identificar se, em algum momento, existe necessidade de realizar uma avaliação/despiste. De entre as várias causas de um Atraso no Desenvolvimento da Linguagem está a perda auditiva que, ainda que ligeira poderá reflectir-se de forma significativa nas competências comunicativas da criança.



Sugiro que responda às questões, de acordo com as idades como referência:    

- 3 meses: O seu filho assusta-se e começa a chorar com sons elevados? O seu filho reage a sons como a sua voz?
- 6 meses: O seu filho volta a cabeça e olha para o local de onde vem o som?
- 9 meses: O seu filho reage ao seu próprio nome, olhando ou voltando-se na direção de quem o chamou?
-12 meses: O seu filho produz sons e compreende nomes simples como “popó” e “papa”?
-15 meses: O seu filho responde a ordens simples ("Dá o pão" ou "Mostra o pé") e diz algumas palavras? 
Independentemente da idade esteja atento a alguns sinais de alerta, tais como:

- Não reage quando ouve sons suaves, mesmo que não exista barulho de fundo.
       
- Parece sempre distraído e usa com frequência as expressões “o quê?” “ãh?”.


- Fica muito atento ao rosto e às expressões faciais das pessoas com quem está a falar, como se procurasse "ler" a fala do outro.


- Fica mais confuso quando existe ruído de fundo e parece não compreender o que lhe dizem.


- Gosta de colocar o volume da televisão alto e quando os adultos não deixam procura um lugar mais perto da TV.


- Não gosta de falar ao telefone e não entende o que lhe dizem. Pode acontecer também reparar que o seu filho troca o telefone de ouvido na tentativa de compreender.  


- Não reage a sons bruscos, mesmo aqueles que normalmente até os adultos se assustam.

- Tem dificuldades em falar e em corrigir-se quando os adultos lhe dão o modelo, tendo dificuldade e manter a atenção.

Importa referir que, caso exista uma perda auditiva as aprendizagens escolares estarão comprometidas e a frustração da criança e da família vai aumentando. Os sinais de alerta que referi não devem ser considerados isoladamente, tente estar atento a diferentes comportamentos. Se tem dúvidas e pensa que esta poderá ser a causa das dificuldades do seu filho faça os testes auditivos. 

Não adie um diagnóstico por medo! 



Fonte:

sexta-feira, 9 de março de 2012

Ler e Compreender pode ser mais fácil...

Uma das áreas em que o terapeuta da fala intervém, com frequência, é a nível da leitura-escrita. Nas fases iniciais de aprendizagem há uma grande preocupação com a consciência dos sons e a sua associação aos grafemas. Existe aqui um sem número de questões importantes que fazem com que este processo decorra melhor ou pior. Contudo, este não será o tema desta publicação.


O que hoje proponho são estratégias/orientações para os pais usarem em casa para facilitar a compreensão da leitura, quer seja para crianças que tiveram alguma dificuldade nas aprendizagens iniciais da leitura e que ainda não são funcionais nesta competência, ou simplesmente para crianças que estão nesta fase de aprendizagem.


Então, como posso ajudar?

- incentive a leitura de contos infantis/fábulas, que são textos com uma estrutura simples, ricos em vocabulário e, de uma forma geral, motivantes.

- analise o título ainda antes da leitura do texto e “especule” sobre o tema que será abordado nesse mesmo texto.


- a história/texto pode ser lida primeiro por si antes de pedir à criança para ler, explorando o vocabulário novo e/ou mais abstracto.


- a história/texto deve ser lida por etapas, e o adulto faz o “varrimento” do que leu através da análise oral da história, ou seja leia uma pequena parte e em seguida pare e faça algumas perguntas acerca do que foi lido e só depois continue.


- peça à criança para recontar cada parte da história.


- após analisar cada parte da história peça o reconto na totalidade.


- use apoio visual para concretizar vocabulário novo. Procure na internet imagens para mostrar o que significam as palavras novas.


- peça à criança para explicar o acontecimento principal de um texto, dar a ideia geral de um acontecimento, inventar títulos (ou seleccionar o que mais se adequa).


- reforce os sucessos da criança e os esforços e tentativas também. Estar constantemente a dizer-lhe que errou não faz com que ela se sinta melhor e motivada. Seja paciente e quando não corre bem tente de novo.


- respeite o ritmo de aprendizagem da criança.




Estas são algumas estratégias que usadas diariamente na exploração dos textos do trabalho de casa podem facilitar esta tarefa, tantas vezes complicada para as crianças, de compreender o que lêem. Ao fim-de-semana procure ler contos infantis, mesmo que a criança já os conheça. Se ler ainda é muito "difícil" escolha historinhas mais pequeninas. Sugiro uma visita ao site da História do dia.


Boas leituras!


Imagens retiradas da internet
Fontes:
Carvalho, A.; (2011) Aprendizagem da leitura - Processos cognitivos, avaliação e intervenção. Psicosoma, Viseu. 
Pereira, R.; (2011) Programa de Neurociência - Intervenção em leitura e escrita. Psicosoma, Viseu.