sexta-feira, 13 de abril de 2012

Ler é importante! Quando devo começar a usar livros?

Partilhar um livro desde cedo com o seu filho é essencial para potenciar o desenvolvimento da linguagem!
Leia para o seu filho, incentive o gosto pelos livros e pela leitura. Todos os pais se preocupam com o sucesso escolar dos filhos e em como ajudar nesse sentido. Trabalhar a leitura, escolher o livro e o material certo de acordo com a idade poderá ser um factor de bom prognóstico de sucesso escolar posterior. Contudo, tenha atenção que ler não significa apenas ter um livro na mão! Leia, mas leia com gosto e transmita esse gosto ao seu filho. Procure ser criativo e expressivo. Tenha presente que as rimas, as lengalengas, os contos tradicionais, as músicas cantaroladas, muitas vezes pelos avós, têm um peso muito importante na formação inicial das competências leitoras.



Dos 0 aos 6 meses

Escolha livros feitos de cartão grosso, de pano ou plastificados, com páginas que devem ser fáceis de virar. Nesta fase a criança gosta de observar os livros, mostra interesse por imagens muito coloridas e grandes. O bebé leva os livros à boca e estabelece um primeiro contacto com muitos outros objectos.



Imagem retirada deste sítio.



Dos 12 aos 24 meses

Nesta fase o bebé já se senta sozinho e é capaz de agarrar e transportar o livro. 

A criança consegue segurar o livro na posição correcta e dá-o ao adulto para que o leia.

Escolha livros coloridos, com imagens ou fotografias que incluam crianças, brinquedos e objectos do quotidiano. Procure que os livros tenham acções que representem situações familiares, como dormir, comer e brincar, com poucas palavras, basta uma frase por acção.



Imagens retiradas daqui.



 
A partir dos 24 meses

A criança aprende a segurar bem o livro e a virar as páginas entre os dois e os três anos. 
Já procura para a frente e para trás as ilustrações que conhece e que mais gosta. 

Relaciona o texto com a imagem e diz as frases completas de cor, como se estivesse a ler. 

Os livros mais adequados continuam a ser os coloridos, com páginas em cartão ou em papel. 

Procure escolher os livros que têm pequenas histórias sobre crianças e famílias ou com temas como amigos, alimentos ou transportes.







Imagens retiradas daqui

Boas leituras!

Texto baseado no artigo "Os primeiros livros, promoção da leitura dos 0 aos 3 anos" da revista O Nosso bebé, nº 2, edições Goody S.A.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Dia Mundial do Autismo


Num dia em que tanto se fala de Autismo, em que o Azul é a cor que irá iluminar vários monumentos, deixo um texto que não é da minha autoria, mas que decidi partilhar por achar que fala de autismo de uma forma simples, sem definições complicadas e é desmistificador. 

"Mundo Meu

Uma viagem ao universo complexo das crianças autistas


Guiados por Nuno Lobo Antunes, neuropediatra, e Teresa Brandão, consultora científica no centro CADIN, procuramos conhecer melhor o autismo na infância. Entre connosco no mundo das crianças autistas e compreenda-as melhor.
Estima-se que, em todo o mundo, cerca de cinco em cada dez mil crianças sofre de autismo, patologia que se traduz no défice cognitivo e perturbações comportamentais, de sociabilização e linguagem, com reflexo no seu comportamento.
Especialistas afirmam que resulta de uma perturbação do desenvolvimento do sistema nervoso que afeta o funcionamento cerebral a vários níveis e que ocorre ainda antes do nascimento. A diversidade de diagnóstico, tanto pelas áreas afetadas como pela gravidade, justificam a designação de perturbações do espectro do autismo.
A sua origem é complexa. Parte da responsabilidade recai sobre os genes, mas o autismo pode estar igualmente associado a rubéola materna, doenças metabólicas ou a síndrome do X frágil, este último talvez uma das explicações para que quatro em cada cinco casos sejam do sexo masculino.
Ter já um filho com autismo aumenta a probabilidade, como refere Nuno Lobo Antunes, «cerca de três por cento, uma incidência semelhante à que se verifica nos gémeos falsos». «Pelo contrário, nos gémeos verdadeiros a probabilidade de ambos serem autistas pode atingir os noventa por cento. É uma realidade complexa que não implica um gene mas um conjunto de genes», explica.
Definitivamente abandonada está a ideia de que o autismo resulta da falta de carinho materno. Apesar de afetar o comportamento, a sua origem não está nas emoções, como exemplifica o especialista, «não há nenhuma ligação definida entre aspectos emocionais na gravidez e o aparecimento do autismo. É o resultado de uma disfunção cerebral. Nasce-se autista».
Mínimo detalhe
Na maioria das vezes é apenas aos dois, três anos, que o autismo é detectado, pois «envolve dificuldades de sociabilização e comunicação e, antes de ter sido atingido um ano de idade, esses aspectos ainda não estão suficientemente desenvolvidos», afirma o neuropediatra Nuno Lobo Antunes.
Em alguns casos mais raros, a criança pode evoluir normalmente nos primeiros anos, contudo, por norma, este período de desenvolvimento não excede o terceiro ano de vida.  
Nos primeiros meses, as alterações podem ser muito subtis, como a falta de contato ocular com a mãe ao mamar, uma postura demasiado rígida ao colo ou pouca receptividade ao contacto físico. Numa fase posterior, destaca-se a expressão facial ou comportamento fora de contexto, e o pouco interesse por aquilo que a rodeia.
Por exemplo, a criança não aponta, não olha para onde a mãe está a olhar, não chora ou não se defende quando lhe tiram um boneco da mão. Isolamento, dificuldade em interagir com as pessoas, interesses restritos e ações repetitivas são outros indícios que devem colocar os pais em estado de alerta.

Dicionário ilustrado

Um dos principais sinais de alarme surge com a aquisição da linguagem que, nestas crianças, pode ocorrer onze meses mais tarde, sendo que cerca de nove por cento nunca chega realmente a falar. Muitas vezes, a linguagem pode limitar-se à vocalização, ao uso repetitivo ou inadequado de expressões, vocabulário limitado e até à criação de um idioma próprio.
Noutros casos verifica-se uma regressão, ou seja, a criança dizia algumas palavras e deixa de o fazer. A ausência de comportamentos de imitação (peça-chave no desenvolvimento infantil) torna a aprendizagem mais difícil. Um dos trunfos a usar é a memória visual, mais apurada do que a auditiva. Ao ilustrar as palavras com imagens ou desenhos a criança obtém pistas visuais que a ajudam a concentrar-se e a reter a informação. Perguntas como «o que é isto?» são de evitar pois funcionam como fonte de ansiedade.
Manual de ajuda
Brincar ao faz de conta ou fazer jogos de grupo típicos da infância não despertam interesse nestas crianças.
Por vezes, a fraca resposta a estímulos externos leva os pais a pensar que se trata de surdez.
Algumas parecem imunes à voz mas têm sensibilidade extrema a sons comuns como o do telefone, outras possuem um limiar à dor elevado. A percepção sensorial varia, caso a caso.
Com uma capacidade cognitiva, em regra, reduzida (calcula-se que em cerca de setenta e cinco por cento das situações) existem, no entanto, casos em que as crianças autistas têm aptidões fora do comum, como, por exemplo, uma memória acima da média. O autismo caracteriza-se por comportamentos desajustados, repetitivos e pela tendência em seguir rotinas rígidas, o que leva as crianças a sentirem-se perturbadas quando há alterações ao seu ambiente, como uma simples mudança de lugar à mesa.
Organizar um horário em que a sequência de actividades diárias da criança (por exemplo, o cto de levantar-se, tomar banho e vestir-se) esteja representada através de  figuras ajuda a estruturar a sua rotina e a saber que comportamento é esperado em cada situação. 

Actuar logo

Uma intervenção precoce só é possível se houver um diagnóstico precoce. Fazer o acompanhamento médico da criança e alertar o pediatra caso exista uma perturbação de comportamento, comunicação ou sociabilização permitem identificar o problema e encaminhá-la para uma consulta especializada. Visto muitas das alterações comportamentais serem pouco visíveis em termos biológicos ou na estrutura cerebral, o diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na observação e avaliação de comportamentos.
Uma vez identificadas as áreas em que a criança apresenta dificuldades, é elaborado um plano de intervenção específico, com base em terapias comportamentais. Embora existam fármacos para combater alguns sintomas associados a esta patologia, como a ansiedade ou a falta de concentração. «Não existem medicamentos, nem vitaminas, que curem o autismo ou que melhorem a capacidade de sociabilização e empatia. Portanto, são utilizadas técnicas comportamentais para tentar minorar e melhorar o comportamento das crianças com perturbações do espectro autista», afirma Nuno Lobo Antunes."


sexta-feira, 30 de março de 2012

Atitudes promotoras de desenvolvimento da linguagem (3-4anos)


Depois de ter falado aqui sobre os marcos de desenvolvimento da linguagem esperados entre os 3 e os 4 anos de idade, deixo hoje algumas orientações para esta fase:

- Brinque aos sons. Imite sons do ambiente (animais, aspirador, instrumentos musicais, ...) e peça à criança para descobrir de que será.

- Encoraje o gosto por rimas, através  lengalengas, canções, histórias com rimas, ... Inventem rimas para os nomes das pessoas lá de casa e frases com essas rimas (ex.: João-avião; O João tem um avião).

- Construam "livros" com imagens retiradas da internet ou até mesmo recortadas dos panfletos dos hipermercados que nos chegam a casa quase diariamente. Escolha temas (ex.: animais, casa, escola, alimentos, profissões, ...) e faça colagens por grupos, escolha puzzles ou jogos de associações, pode desenhar ou colar imagens para construir dominós com estes temas, ... Use estas actividades para simplificar a memorização de conceitos linguísticos.


Use as actividades propostas para promover no seu filho hábitos de pesquisavontade de encontrar respostas.

Enquanto adulto/pai procure: 

- induzir desafios ao nível das competências da criança 
- não subestimar a criança, provocando espírito crítico
- propor e não impor, sugerindo soluções e sem resolver em vez da criança
- demonstrar e não impor  a repetição
- promover competências de reflexão em vez de dar respostas. 
- ter cuidado com o modelo linguístico que fornece. 




A criança desta idade já começou a etapa dos "porquês" e iniciou os primeiros "porques", pelo que mostra que descobriu as relações causa e efeito e é capaz de as exprimir. O papel do adulto deverá passar por incentivar a procura de relações deste tipo e a sua explicação. 






Imagens retiradas da internet (a imagem dos panfletos tal como indicado na própria imagem foi retirada do site www.organizaracasa.com)
Fonte:
Rigolet, S. (2006) Para Uma Aquisição Precoce e Optimizada da Linguagem. Porto Editora. 

sexta-feira, 23 de março de 2012

O que esperar dos 3 aos 4 anos?

Falei aqui sobre o que esperar do desenvolvimento da linguagem entre os 2 e os 3 anos de idade, como forma de pais e educadores estarem alerta. Hoje deixo ficar os marcos de desenvolvimento esperados entre os 3 anos e os 4 anos, salvaguardando mais uma vez que existem diferenças individuais e que é necessário criar oportunidades para que o desenvolvimento ocorra.
Então,

dos 3 aos 4 anos

A criança:


• Produz frases simples com 4/5 palavras. Próximo dos 4 anos, já produz frases maiores, usando “e”, “mas”; 

• Inicia o uso de artigos indefinidos (um, uma , uns, umas), preposições (do, da, dos, das, ao, ...). Usa advérbios (bem, mal, ontem, primeiro, ...); 

• Compreende conceitos básicos de cor, forma, tamanho e localização

• Executa ordens com dois itens;

Responde a perguntas simples (quem? que faz? o quê? onde?); 

Relata factos ouvidos, acontecimentos que lhe foram contados, sem os ter vivenciado. 

• A nível pragmático: aprimoram e intensificam o uso das funções comunicativas. Na conversação: fazem perguntas sobre referentes ausentes; os turnos são inteligíveis e coerentes com o turno anterior.


Surgem indicadores de uma sensibilidade linguística (domínio implícito e inconsciente das regras linguísticas):

- fonológica : gosto por rimas. 

- morfo-sintáctica : identifica que algo “soa mal”, e pode começar a corrigir as suas produções e dos outros. (“eu fazi” __ “eu fiz” / “mais bom” __ “melhor”) 

- semântica: quando realiza pedidos de esclarecimento, sobre o significado de palavras quando as ouve pela primeira vez. (“O que é...?”)

Por volta dos 4 anos articulam correctamente a maior parte dos fonemas do português. Dos 3 para os 4 anos vão desaparecendo mais alguns processos fonológicos (trocas normais no desenvolvimento):

Sempre que tem dúvidas procure informar-se! 

terça-feira, 20 de março de 2012

Caixinha de momentos...

Vivemos dias em que se ouve falar de crise, de stress, de falta de tempo, dos filhos e da família, do que se dá e do que se recebe... Deixo hoje uma publicação relacionada com o dia de ontem, o dia do pai, que não foi feita, escrita ou pensada por mim, mas que merece todo o destaque... Que a partilha de momentos entre a Sónia, o Martim e o papá vos inspire :)


"A minha amiga e colega terapeuta Daniela pediu-me para partilhar no seu blog a prenda que eu e o meu filho Martim de 2 anos criamos para o Dia do Pai.
Para celebrar esse Dia, eu queria oferecer  ao pai do meu filhote algo de muito especial e que proporcionasse momentos em família.

Criamos a “Caixa de momentos”.


Na “Caixa de momentos” colocamos 12 bilhetes, um para cada dia 19 de cada mês até ao próximo Dia do Pai. Em cada bilhete, um momento:




- Papá, lê-me uma história!

- Papá, dá-me um beijo babado!

-Papá, dá-me um grande xi!

-Papá, vamos tirar uma fotografia!

-Papá, vamos ter uma tarde especial em família!

- ….






Por vezes, esquecemo-nos que são nos pequenos momentos do dia-a-dia que se incutem valores de Família. E, nesses momentos, ao partilharmos uma actividade, ACONTECE COMUNICAÇÃO, ACONTECE LINGUAGEM, ACONTECE DESENVOLVIMENTO.

Saibam viver de pequenos momentos!
Valorizem os momentos vividos em família!"

Sónia Silva Ribeiro
Terapeuta da Fala na clínica Fisiorad, em Felgueiras
sonianjos2@gmail.com 

A importância dos pais

Tendo sido ontem o dia do pai e, apesar de achar que o dia do pai, o dia dos pais (!), é todos os dias ou a família não estivesse presente todos os dias, decidi falar um bocadinho sobre a importância da interacção entre os pais e as suas crianças ao longo do desenvolvimento.

Muitos estudos têm demonstrado que a interacção parental influência o desenvolvimento de competências intelectuais e sociais da criança. É através da interacção com o outro que se aprende a lidar com as regras sociais e comunicativas e, neste processo, os pais são promotores de aprendizagem.

De uma forma geral, a investigação tem mostrado que pais assertivos e responsivos dão maiores oportunidades para um desenvolvimento positivo em crianças que possam estar em risco (mesmo quando comparadas com outras crianças que vivem em condições mais favoráveis e com estatuto sócio-económico mais elevado, mas com práticas parentais negativas).


A qualidade das interacções parentais é fundamental no desenvolvimento comunicativo da criança, pois é através das trocas diárias que pais e filhos interagem e se influenciam mutuamente. Assim, pais que respondem e interpretam as iniciativas da criança, seguindo o seu foco de atenção, interesses e motivações contribuem de forma positiva para o desenvolvimento da linguagem, comparativamente com pais que ignoram as iniciativas da criança ou dirigem a sua atenção para outros referentes que não o seu foco de atenção.

Em caso de existir risco para o desenvolvimento da linguagem é aconselhável procurar ajuda. Os pais terão que ser instruídos para se adapatarem às competências actuais dos seus filhos e para interpretarem de forma clara e evidente as intenções comunicativas não-verbais  das crianças.

O papel dos pais é educar e amar, mas em certas circunstâncias também precisam de ser "educados"!


Quando comecei a trabalhar era raro aparecerem na consulta ambos os pais, era como se a terapia da fala fosse "coisa de mães". Actualmente, sinto que os pais-homens são mais participativos no dia-a-dia dos filhos e é frequente na primeira consulta ter o pai e a mãe, ambos a demonstrar interesse, a fazer perguntas e a tentar ajustar-se. Por vezes, vem primeiro a mãe e seguir já traz o pai também. Sinto que os pais-homens vêm sempre um pouco mais envergonhados no início mas acabam por se revelarem boas surpresas: conhecem bem as rotinas, os gostos, as competências e as dificuldades dos filhos. 

Devo dizer que em matéria de brincadeira o meu pai sempre foi muito disponível e próximo. Que a intimidade e a confiança também se desenvolve a brincar e que aprendi muito com o meu pai! Não consigo deixar de dizer que fui e sou uma sortuda :)
   
Imagens retiradas da Internet

sábado, 17 de março de 2012

Dormir nem sempre é fácil!

Hoje não trago um tema directamente relacionado com a terapia da fala ou o desenvolvimento comunicativo, mas que ainda assim faz parte da vida dos pais com quem me cruzo. 


As questões do sono são sempre algo difíceis de gerir com a criança e entre o casal, mais os palpites das avós, dos amigos, ... Enfim! Como ainda não tenho filhos não posso partilhar a minha experiência, por isso procurei a opinião de um especialista, daquelas não radicais e que só contribui para angustiar os pais. Sim, porque é esta sensação que me transmitem a maior parte deles, angústia e, por vezes culpa. 



Considero que, como já referi em outros post's, a rotina é importante, bem como o cumprimento de regras. Existem diversos livros com conselhos, planos, repletos de dicas,  que se puderem vale a pena ler com atenção. Contudo, partilho da opinião do médico do artigo que hoje trago, que refere que cada criança é diferente das outras e que as regras não funcionam com todos. Há bebés realmente irritáveis. Dormir com os pais? Bem... promover autonomia é importante, Amar também! O truque parece-me estar num conjunto de comportamentos e não num único. Seja assertivo durante o dia com os comportamentos do seu filho. Não lhe transmita que se sente culpado com algo e seja carinhoso para lhe dar segurança.     


De acordo com o Especialista: «As regras não servem para todos» Pôr um bebé a dormir com os pais é ou não um erro do ponto de vista educacional? De todo, diz Pedro Caldeira da Silva, pedopsiquiatra do Hospital Dona Estefânia. Pode até ser a solução para alguns problemas. O médico dá o exemplo dos bebés irritáveis ou difíceis de acalmar. Dormir com os pais é, por vezes, o caminho para a tranquilidade. Esse é, aliás, um dos conselhos terapêuticos que frequentemente dá quando lhe surgem casos desses. O medo de que os bebés se tornem «mimados» ou cheios de vícios por dormirem com os pais é infundado, esclarece Pedro Caldeira da Silva. «Dormir em família pode ajudar a regular o sono. Os bebés tornam-se mais calmos e os pais mais tranquilos.» Cada bebé é um bebé, diz Pedro Caldeira da Silva, e há bebés que «para se sentirem bem, precisam de dormir com os pais.» Outros não. É por isso que o médico raramente dá conselhos sobre o sono das crianças. «O que eu digo aos pais é: conheça o seu bebé.» Tal como os adultos, «as crianças têm necessidades individuais e características diferentes. Nenhuma regra serve para todas.» Desaconselhar (ou aconselhar!), genericamente, o cosleeping é, por isso, simplista. «Os especialistas metem-se muito onde não são chamados, inclusive na cama dos pais. Há muitas maneiras de adormecer um bebé.» 

in "Pais & Filhos"


 E você, o que fez ou faz na hora de dormir? E quando o bebé acorda a meio da noite?

Não existem respostas mais verdadeiras que outras...