quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Sabia que...

Respirar pela boca pode causar problemas no desenvolvimento da face??

Imagem retirada daqui
A respiração oral poderá ter uma origem simples, como uma obstrução nasal, que quando não resolvida, poderá ter implicações em todo o organismo, tais como: crescimento da face, problemas respiratórios, postura e forma de andar e desenvolvimento cognitivo.
A história clínica da pessoa com respiração oral é característica, encontrando-se com frequência: amigdalites recorrentes, rinite alérgica, hipertrofia de adenóides, etc… São referidos também ressonar, mau hálito, síndrome da apnéia obstrutiva do sono, irritabilidade e/ou agressividade sem causa aparente.

O que poderá causar a respiração oral?

Os hábitos cronicamente adquiridos e mantidos, tais como o uso prolongado de chupeta e biberão com bico inadequado (a postura errada do biberão poderá dificultar a respiração pelo nariz).
A posição do bebé no berço também pode ser causa de respiração oral, pois se ele estiver mal posicionado não conseguirá respirar pelo nariz.

Existe ainda o hábito de respirar pela boca, apesar da possibilidade de respirar pelo nariz, que atualmente é denominada disfunção, isto é, a pessoa não respira pelo nariz devido aos anos de obstrução real que a impediram de respirar adequadamente, os seus lábios adquiriram uma posição incorreta, ocasionada pela falta de tonicidade. Nestes casos, sugere-se que procure um terapeuta da fala que ajude a aprender a respirar pelo nariz, bem como a reestabelecer o equilíbrio da musculatura orofacial. O facto de ser respirador oral compromete o desenvolvimento e posicionamento dentário e da mordida.

Imagem retirada daqui
O desenvolvimento assimétrico dos músculos, como dos ossos do nariz, maxila e mandíbula, é uma desorganização das funções exercidas pelos lábios, bochechas, e língua. Os efeitos da respiração oral são sempre manifestados na face. O nariz é pequeno e curto; as bochechas ficam pálidas e baixas; a boca fica constantemente aberta; o lábio superior é curto; a mandíbula fica posicionada para trás e parece pouco desenvolvida, sendo geralmente menor que o normal em comprimento, provavelmente devido a pressões não equilibradas dos músculos.
O utente com obstrução das vias aéreas está frequentemente doente, sentindo-se cansado devido à diminuição da qualidade do sono, chegando às vezes a ter problemas de insónias. Durante o dia podem apresentar muita agitação ou demasiada passividade, têm dificuldades em concentrar-se ou em fazer novas aprendizagens.
A prevenção deve ser feita por todos os profissionais de saúde, principalmente por médicos, dentistas, terapeutas da fala.

A sinalização precoce evita o agravamento dos sintomas e alterações da face, isto é, se a respiração oral for devidamente tratada ainda em fase de crescimento.

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domingo, 19 de agosto de 2012

Sinais de alerta_Dificuldades de Aprendizagem

Imagem retirada da Net

Agosto... Para grande parte das famílias significa férias! Mas também tempo de preparar o regresso às aulas, de preparar o novo ano escolar..

Hoje sugiro que esteja atento a alguns sinais que o seu filho possa mostrar que poderão indicar Dificuldades de Aprendizagem:

Idade Pré-escolar: 

- Dificuldades de evocação semântica;
- Dificuldades de discriminação auditiva;
- Dificuldade em memorizar canções e lengalengas ou em fazer exercícios rítmicos;
- Dificuldade na aquisição de conceitos temporais e/ou espaciais;
- Dificuldade na escrita do nome;
- Dificuldade em identificar formas ou a figura-fundo;
- Lateralidade não definida;
- Dificuldade em identificar rimas ou fazer segmentação silábica.


Idade Escolar

- Dificuldade na interpretação de textos (leitura e cálculo);
- Confunde sinais aritméticos;
- Evita frequentemente actividades que impliquem leitura;
- Narrativa pobre e desestruturada no espaço e no tempo;
- Leitura hesitante, silabada e pouco fluente;
- Escrita com omissões, adições ou trocas de sílabas e/ou fonemas;
- Acentuação incorrecta de palavras longos ou pouco familiares;
- Substituição de grafemas com forma escrita semelhante;
- Dificuldade em distinguir letras maiúsculas de minúsculas;
- Dificuldade em memorizar recados ou outras informações.

Esteja atento e divirta-se nas férias!!!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

A Importância do Jardim de Infância


Li aqui há dias uma crónica do Eduardo Sá em que ele abordava o tema Jardim de Infância e quanto este deve ser um espaço positivo, de brincadeira e sem limites à imaginação. Dizia ele também que todas as escolas deviam ser "jardins de infância". 

Cada vez mais acho que as escolas além de ensinarem a ler, a escrever, a contar devem capacitar os seus alunos com "ferramentas" que os preparem para a vida, com espírito de iniciativa e atitude empreendedora. Isto consegue-se num ambiente positivo e motivador, onde as crianças são as mais importantes e suas dúvidas e perguntas são sempre alvo de atenção e pesquisa. A escola deverá ser um local de experimentação sem julgamentos ou conotações negativas. 

No dia-a-dia encontro muitas vezes pais que encaram a escola como um local onde deixar os filhos e não são assertivos quando falam da escola, parece quase um castigo! 

A escola não é nem deve ser um trabalho! A escola deve ser divertida e estimulante!

Será necessário ralhar para ensinar e para controlar o comportamento?  

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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Linguagem e Fala... São sinónimos??

Tenho andado um pouco ausente do blog porque a clínica assim o tem exigido. Recentemente começaram a fazer terapia um grande número de meninos em simultâneo e que ainda estão no pré-escolar. Ao fim de algumas sessões tento sempre agendar reuniões com as educadoras e, sempre que possível, desloco-me aos jardins de infância que frequentam. Contudo, isto, juntamente com as actividades na sala de aula dos meninos que vou fazendo e construindo, faz com que o meu tempo fique mais reduzido. 

Nas conversas que tenho tido ultimamente com as educadoras têm-se levantado algumas questões que me parecem pertinentes para abordar aqui. Uma das coisas que preciso muitas vezes de esclarecer quando abordamos os perfis dos meninos e as estratégias a usar é a diferença entre Linguagem e Fala. 

A Linguagem 



A Linguagem serve de veículo à comunicação:

-žConstitui um instrumento social usado em interacções visando a comunicação.
ž
- Facilita aprendizagens individuais e sociais.

- žÉ essencial à vida escolar e social da criança.



A Linguagem é um sistema convencionado, complexo e dinâmico de símbolos arbitrários que são combinados de modo sistemático e orientado para armazenar e trocar informações.


O Desenvolvimento da Linguagem resulta da interacção complexa entre as capacidades biológicas inatas (estrutura anatomofuncional) e a estimulação ambiental, e evolui de acordo com a progressão do desenvolvimento psicomotor. Este é um processo contínuo que ocorre de forma ordenada e sequencial em diferentes etapas de desenvolvimento.
Existem diferentes teorias que explicam o desenvolvimento da Linguagem, contudo, não me parece que seja pertinente abordá-las aqui. 

Então, a que nos referimos quando falamos de linguagem?

O processo de aquisição da Linguagem envolve o desenvolvimento de 4 áreas interdependentes:

Semântica - Aquisição e uso de vocabulário. Refere-se ainda ao estabelecimento de relações entre conceitos.

Fonologia - Percepção e produção dos sons e suas combinações para formar palavras.

Morfossintaxe - Morfologia: Aquisição e uso das regras relativas à formação interna das palavras (exemplos: plurais, flexões verbais, conjunções, concordâncias, graus de adjectivos,…).

                        - Sintaxe: Regras de organização das palavras em frases.

Pragmática - Uso comunicativo da linguagem num contexto social.

Dependendo das idades esperam-se diferentes competências linguísticas, que na literatura vêm referidos muitas vezes como "Marcos do desenvolvimento da linguagem". 

E o que é a Fala?

“A Fala é um modo de transmitir mensagens (comunicar) e envolve uma precisa coordenação de movimentos neuromusculares orais, a fim de produzir sons, através de um processo de articulação dos mesmos.” Franco, Reis e Gil, 2003


A Fala é o modo mais comum de concretização da linguagem e envolve:

- Respiração

- Fonação (voz)

- Ressonância

- Articulação

- Fluência


Quando caracterizamos a fala de um criança é necessário estar atento à forma como ela articula os sons. Para interlocutores que não sejam tão treinados como um terapeuta da fala esta tarefa pode ser difícil de analisar apenas com a conversação. Assim, aconselho que escolham actividades mais dirigidas, como livros, lotos ou até fazer uma colagem com imagens dos panfletos que todos os dias aparecem nas caixas do correio. Desta forma, o débito do discurso diminui e poderá ouvir palavras de forma mais isolada. Tente perceber se a criança não diz os sons, se os troca de forma consistente ou produz de forma distorcida.

À clínica chegam crianças precocemente para serem avaliadas quando existe um problema relacionado com a fala, com queixas "não fala bem", "não o entendemos" ou quando não diz determinado som. Crianças com dificuldades de linguagem mas em que a fala não representa uma preocupação para pais e professores passam muitas vezes despercebidas e só em idade escolar é que são sinalizadas e devidamente encaminhadas. 

Mais uma vez, esteja atento ao desenvolvimento da sua ou das suas crianças!  

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Dia Mundial da Voz!

Disfonia Infantil 

Ao longo do tempo tenho sentido que existe uma maior sensibilidade para as questões da voz em crianças e cada vez aparecem mais crianças para tratamento.

Uma perturbação da voz é similar em adultos e crianças, contudo a abordagem e os procedimentos terapêuticos são necessariamente diferentes. 

Por norma as crianças estão inseridas em ambientes muito barulhentos e têm tendência para gritar, pelo que é importante que esteja atento às consequências destes abusos vocais.


Existem comportamentos, além de gritar, tais como fazer birras de forma descontrolada, imitar vozes de animais/sons do ambiente, falar muito e/ou muito alto durante longos períodos que constituem maus usos da voz. 

Como pai deverá estar atento à qualidade da voz do seu filho, se é muito rouca, se tem quebras de sonoridade, bem como à necessidade de um teste auditivo. Se tem dúvidas procure um otorrinolaringologista (para conhecer o funcionamento das cordas vocais e verificar alterações orgânicas) ou um terapeuta da fala. 

Ao longo da intervenção terapêutica o terapeuta da fala irá fornecer algumas estratégias, que não têm um cariz proibitivo, mas que pretendem a consciencialização da criança e da família sobre a necessidade em mudar atitudes e adoptar novos comportamentos promotores de boa saúde vocal.



Cuide da sua voz! E cuide da voz do seu filho! 

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Ler é importante! Quando devo começar a usar livros?

Partilhar um livro desde cedo com o seu filho é essencial para potenciar o desenvolvimento da linguagem!
Leia para o seu filho, incentive o gosto pelos livros e pela leitura. Todos os pais se preocupam com o sucesso escolar dos filhos e em como ajudar nesse sentido. Trabalhar a leitura, escolher o livro e o material certo de acordo com a idade poderá ser um factor de bom prognóstico de sucesso escolar posterior. Contudo, tenha atenção que ler não significa apenas ter um livro na mão! Leia, mas leia com gosto e transmita esse gosto ao seu filho. Procure ser criativo e expressivo. Tenha presente que as rimas, as lengalengas, os contos tradicionais, as músicas cantaroladas, muitas vezes pelos avós, têm um peso muito importante na formação inicial das competências leitoras.



Dos 0 aos 6 meses

Escolha livros feitos de cartão grosso, de pano ou plastificados, com páginas que devem ser fáceis de virar. Nesta fase a criança gosta de observar os livros, mostra interesse por imagens muito coloridas e grandes. O bebé leva os livros à boca e estabelece um primeiro contacto com muitos outros objectos.



Imagem retirada deste sítio.



Dos 12 aos 24 meses

Nesta fase o bebé já se senta sozinho e é capaz de agarrar e transportar o livro. 

A criança consegue segurar o livro na posição correcta e dá-o ao adulto para que o leia.

Escolha livros coloridos, com imagens ou fotografias que incluam crianças, brinquedos e objectos do quotidiano. Procure que os livros tenham acções que representem situações familiares, como dormir, comer e brincar, com poucas palavras, basta uma frase por acção.



Imagens retiradas daqui.



 
A partir dos 24 meses

A criança aprende a segurar bem o livro e a virar as páginas entre os dois e os três anos. 
Já procura para a frente e para trás as ilustrações que conhece e que mais gosta. 

Relaciona o texto com a imagem e diz as frases completas de cor, como se estivesse a ler. 

Os livros mais adequados continuam a ser os coloridos, com páginas em cartão ou em papel. 

Procure escolher os livros que têm pequenas histórias sobre crianças e famílias ou com temas como amigos, alimentos ou transportes.







Imagens retiradas daqui

Boas leituras!

Texto baseado no artigo "Os primeiros livros, promoção da leitura dos 0 aos 3 anos" da revista O Nosso bebé, nº 2, edições Goody S.A.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Dia Mundial do Autismo


Num dia em que tanto se fala de Autismo, em que o Azul é a cor que irá iluminar vários monumentos, deixo um texto que não é da minha autoria, mas que decidi partilhar por achar que fala de autismo de uma forma simples, sem definições complicadas e é desmistificador. 

"Mundo Meu

Uma viagem ao universo complexo das crianças autistas


Guiados por Nuno Lobo Antunes, neuropediatra, e Teresa Brandão, consultora científica no centro CADIN, procuramos conhecer melhor o autismo na infância. Entre connosco no mundo das crianças autistas e compreenda-as melhor.
Estima-se que, em todo o mundo, cerca de cinco em cada dez mil crianças sofre de autismo, patologia que se traduz no défice cognitivo e perturbações comportamentais, de sociabilização e linguagem, com reflexo no seu comportamento.
Especialistas afirmam que resulta de uma perturbação do desenvolvimento do sistema nervoso que afeta o funcionamento cerebral a vários níveis e que ocorre ainda antes do nascimento. A diversidade de diagnóstico, tanto pelas áreas afetadas como pela gravidade, justificam a designação de perturbações do espectro do autismo.
A sua origem é complexa. Parte da responsabilidade recai sobre os genes, mas o autismo pode estar igualmente associado a rubéola materna, doenças metabólicas ou a síndrome do X frágil, este último talvez uma das explicações para que quatro em cada cinco casos sejam do sexo masculino.
Ter já um filho com autismo aumenta a probabilidade, como refere Nuno Lobo Antunes, «cerca de três por cento, uma incidência semelhante à que se verifica nos gémeos falsos». «Pelo contrário, nos gémeos verdadeiros a probabilidade de ambos serem autistas pode atingir os noventa por cento. É uma realidade complexa que não implica um gene mas um conjunto de genes», explica.
Definitivamente abandonada está a ideia de que o autismo resulta da falta de carinho materno. Apesar de afetar o comportamento, a sua origem não está nas emoções, como exemplifica o especialista, «não há nenhuma ligação definida entre aspectos emocionais na gravidez e o aparecimento do autismo. É o resultado de uma disfunção cerebral. Nasce-se autista».
Mínimo detalhe
Na maioria das vezes é apenas aos dois, três anos, que o autismo é detectado, pois «envolve dificuldades de sociabilização e comunicação e, antes de ter sido atingido um ano de idade, esses aspectos ainda não estão suficientemente desenvolvidos», afirma o neuropediatra Nuno Lobo Antunes.
Em alguns casos mais raros, a criança pode evoluir normalmente nos primeiros anos, contudo, por norma, este período de desenvolvimento não excede o terceiro ano de vida.  
Nos primeiros meses, as alterações podem ser muito subtis, como a falta de contato ocular com a mãe ao mamar, uma postura demasiado rígida ao colo ou pouca receptividade ao contacto físico. Numa fase posterior, destaca-se a expressão facial ou comportamento fora de contexto, e o pouco interesse por aquilo que a rodeia.
Por exemplo, a criança não aponta, não olha para onde a mãe está a olhar, não chora ou não se defende quando lhe tiram um boneco da mão. Isolamento, dificuldade em interagir com as pessoas, interesses restritos e ações repetitivas são outros indícios que devem colocar os pais em estado de alerta.

Dicionário ilustrado

Um dos principais sinais de alarme surge com a aquisição da linguagem que, nestas crianças, pode ocorrer onze meses mais tarde, sendo que cerca de nove por cento nunca chega realmente a falar. Muitas vezes, a linguagem pode limitar-se à vocalização, ao uso repetitivo ou inadequado de expressões, vocabulário limitado e até à criação de um idioma próprio.
Noutros casos verifica-se uma regressão, ou seja, a criança dizia algumas palavras e deixa de o fazer. A ausência de comportamentos de imitação (peça-chave no desenvolvimento infantil) torna a aprendizagem mais difícil. Um dos trunfos a usar é a memória visual, mais apurada do que a auditiva. Ao ilustrar as palavras com imagens ou desenhos a criança obtém pistas visuais que a ajudam a concentrar-se e a reter a informação. Perguntas como «o que é isto?» são de evitar pois funcionam como fonte de ansiedade.
Manual de ajuda
Brincar ao faz de conta ou fazer jogos de grupo típicos da infância não despertam interesse nestas crianças.
Por vezes, a fraca resposta a estímulos externos leva os pais a pensar que se trata de surdez.
Algumas parecem imunes à voz mas têm sensibilidade extrema a sons comuns como o do telefone, outras possuem um limiar à dor elevado. A percepção sensorial varia, caso a caso.
Com uma capacidade cognitiva, em regra, reduzida (calcula-se que em cerca de setenta e cinco por cento das situações) existem, no entanto, casos em que as crianças autistas têm aptidões fora do comum, como, por exemplo, uma memória acima da média. O autismo caracteriza-se por comportamentos desajustados, repetitivos e pela tendência em seguir rotinas rígidas, o que leva as crianças a sentirem-se perturbadas quando há alterações ao seu ambiente, como uma simples mudança de lugar à mesa.
Organizar um horário em que a sequência de actividades diárias da criança (por exemplo, o cto de levantar-se, tomar banho e vestir-se) esteja representada através de  figuras ajuda a estruturar a sua rotina e a saber que comportamento é esperado em cada situação. 

Actuar logo

Uma intervenção precoce só é possível se houver um diagnóstico precoce. Fazer o acompanhamento médico da criança e alertar o pediatra caso exista uma perturbação de comportamento, comunicação ou sociabilização permitem identificar o problema e encaminhá-la para uma consulta especializada. Visto muitas das alterações comportamentais serem pouco visíveis em termos biológicos ou na estrutura cerebral, o diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na observação e avaliação de comportamentos.
Uma vez identificadas as áreas em que a criança apresenta dificuldades, é elaborado um plano de intervenção específico, com base em terapias comportamentais. Embora existam fármacos para combater alguns sintomas associados a esta patologia, como a ansiedade ou a falta de concentração. «Não existem medicamentos, nem vitaminas, que curem o autismo ou que melhorem a capacidade de sociabilização e empatia. Portanto, são utilizadas técnicas comportamentais para tentar minorar e melhorar o comportamento das crianças com perturbações do espectro autista», afirma Nuno Lobo Antunes."