segunda-feira, 10 de junho de 2013

O Piratinha a crescer...


E hoje tivemos direito a sessão fotográfica e tudo....

domingo, 9 de junho de 2013

Quando se gosta do se faz não há domingos!



Temos andado ansiosas para partilhar o que andamos a preparar. Este projeto não é de hoje nem de agora... Mas a decisão de avançar e, digamos, toda a dinâmica criativa é um processo moroso.


Ao longo destes anos como terapeutas da fala, cada vez é maior o número de crianças já no primeiro ciclo com dificuldades de linguagem, mais especificamente a nível de processamento fonológico, que surgem para terapia numa fase em que a pressão social e a necessidade de resultados na escola é maior. Diversos estudos têm evidenciado uma correlação positiva entre o aumento de competências metalinguísticas e o sucesso na aprendizagem da leitura e da escrita.
Compete-nos a nós terapeutas da fala sermos mais do que profissionais envolvidos na avaliação e intervenção das alterações da comunicação  e da linguagem, e desenvolver iniciativas no âmbito da prevenção,  preferencialmente a um nível primário. 

Sem dúvida que esta é a base que tem orientado este novo projeto!


Hoje está a ser mais um dia cheio de muitas tarefas e mais logo deixaremos por aqui mais uma pista do que aí vem!!!!

Daniela e Sónia

sábado, 8 de junho de 2013

Mais uns passinhos...


Hoje foi mais um dia intenso, cansativo, com o tempo a esvair-se nem sabemos bem para onde.. mas foi mais um dia feliz e preenchido como têm sido todos os últimos dias!!

"Os Piratinhas" já não são bem os Piratinhas... existia uma ideia... outra ideia... e elas transformaram-se em tantas outras ideias!! E tem sido fantástico... Sentimo-nos a crescer e a aprender e a experimentar coisas novas todos os dias :)

Tem sido um percurso acompanhado por pessoas que nos são queridas e que estão disponíveis paras concretizar as nossas ideias e para as tornar ainda melhores.

Ainda falta muito trabalho... e esperam-nos muitas horas de dedicação... porque a cada hora que passa concretizar ideias parece algo mais possível que antes.

Deixámos aqui hoje uma foto de parte do que andamos a fazer hoje, algures nos intervalos das nossas vidas de terapeutas da fala a tempo inteiro!

Daniela e Sónia

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Os Piratinhas vão crescer!!

Há muito que não escrevia no blogue.. Venho quase todos os dias a este espaço mas não tenho tido disponibilidade para escrever... para partilhar estratégias, dicas ou momentos.

A verdade é que os "Piratinhas" estão a crescer e isso ocupa muito tempo, mas é por uma boa razão... São as "minhas" crianças do dia-a-dia a quem tanto me dedico que têm crescido, mas é este projecto que tem preenchido o meu tempo livre. Muito em breve o blogue irá assumir outra dimensão, uma nova imagem e novos objectivos..

Os Piratinhas vão saltar do espaço online para a vida de muitas outras crianças... O projecto não é só meu... Foi pensado, construído e será concretizado com a minha colega de profissão e grande amiga Sónia Silva Ribeiro, também ela terapeuta da fala.

Ainda não posso partilhar convosco de que se trata, mas posso dizer que estamos a trabalhar nisto com o coração e vontade de ir mais além! Com a motivação que sempre tivemos ao longo dos anos de investir na prevenção... de promover o sucesso escolar... de mostrar que a terapia da fala pode e deve ser mais do que a população em geral conhece. Posso partilhar que terá uma vertente prática, dinâmica e com serviços interessantes :)

Fiquem a aguardar porque muito em breve haverá boas novidades! Conto com as pessoas que seguem o blogue e que ajudaram a chegar às 8788 visualizações que registo hoje para nos a ajudar a divulgar e a crescer!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Música para escutar com o bebé...

Ainda sobre o tema da música que já tinha abordado no post anterior...


A música influencia positivamente as relações de confiança que os adultos constroem com a criança, além de que a aprendizagem tem muito a ver com a capacidade de se interagir com os outros. O lado lúdico da música poderá entrar na rotina dos pais e da criança, antes de dormir, durante o banho, na hora das refeições. Cada família viverá à sua maneira!

Numa fase inicial da aprendizagem é importante que a criança oiça também música sem texto, de forma a que possa concentrar a sua atenção nas características musicais intrínsecas da canção. Aproximadamente entre os 18 e os 24 meses as próprias crianças reclamam a presença de texto, "o contar da história" da canção. 

Ficam algumas sugestões para escutar música com o bebé...

Podem ver aqui.

Andakibebé
Livro + CD + Guia para Pais e Educadores
Edição/reimpressão: 2003
Páginas: 32
Editor: Campo das Letras
ISBN: 9789726106265
Coleção: Palmo e Meio




Podem ver aqui.
Sementes de Música
Para bebés e crianças
Edição/reimpressão: 2008
Páginas: 72
Editor: Editorial Caminho
ISBN: 9789722119832

"Os autores querem proporcionar o contacto com rimas infantis que integram diferentes elementos musicais, com canções que embalam ou que contam uma história, com jogos de ritmo e de interacção. O CD que acompanha o livro contém música gravada para escutar, dançar ou imaginar, com sons de instrumentos, com ambientes de ontem, de hoje e de sempre. Inclui-se propostas de actividades para a 1.ª infância."


Podem ver aqui.

O Canto dos Bichos

Cantado pelo Bando dos Gambozinos
de Luísa Ducla Soares; ilustração de Maria João Lopes
Edição/reimpressão: 2008
Páginas: 32
Editor: Livraria Civilização Editora
ISBN: 9789722626835

"O canto da vaca. do cavalo e da galinha é a quinta do Tio Zé. O canto da lagartixa é uma pedra quente ao sol. o canto da Joaninha é a rosa onde se acolhe. O canto do caracol é a casca dura que leva sempre com ele. Mas qual é o canto das gaivotas do Porto? E qual é o canto que faz o pombinho correio? E o hamster? E que canto canta a cobra?

Para saberes só tens de abrir o livro. Ler os poemas da Luísa Ducla Soares e ouvir as músicas do Bando dos Gambozinos."

E vocês, o que ouvem com as vossas crianças? Recomendem... 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

A Música e a Aquisição da Linguagem


Muito se tem falado do efeito que a música tem na aprendizagem e no desenvolvimento infantil. No dia-a-dia a música vai fazendo parte das nossas vidas e percebemos que as crianças adoram o ritmo, as melodias e, em muitos casos, a música parece ser de facto ser uma das poucas coisas que as cativa e as mantém em interacção. Devo dizer que nos primeiros tempos como terapeuta da fala usei muitas vezes nas minhas sessões a música no trabalho com crianças com autismo, sem formação na área e sem ter ouvido falar em musico terapia da forma que hoje se aborda. Contudo, os ganhos na interacção eram fabulosos...

Hoje trago um excerto de um texto que encontrei sobre a música e a aquisição da linguagem, que defende que estimular a música na primeira infância tem efeitos a longo prazo na nossa vida e que os pais que usam a música com o seu bebé estimulam as suas capacidades, mas também fortalecem os laços de amor. 

«Pediatras, neurologistas, psicólogos e investigadores diversos defendem que a música contribui muito para o desenvolvimento da criança a diferentes níveis. É no ventre materno que o bebé começa a assimilar as vozes e as conversas do exterior; nos primeiros tempos de vida já retém e imita sons, aprendendo a coordenar os movimentos com a respiração. São aliás vários os estudos a apontar que a música estabelece ganhos de competências sensoriais e de processamento de informação, a partir das quais a criança estabelece a sua interacção e a comunicação com o mundo. 

[...] Com a música, as crianças são estimuladas a escutar e a vocalizar sons, mas também se desenvolvem em termos motores, ganham uma melhor consciência corporal e rítmica. Independentemente da sua etapa de crescimento, há diferentes formas de integrar os bebés nas actividades relacionadas com a música. 
Nos primeiros tempos de vida começam a vocalizar sons no colo dos pais. Dos nove aos 12 meses, o corpo já se movimenta e dança, reagindo à voz cantada e aos instrumentos. 

Entre os dois e os três anos, despoleta a espontaneidade e a capacidade de a criança reproduzir tudo o que ouve - como pequenas esponjas. 

A música é a base de todo o funcionamento cognitivo e social, dependendo muito da forma como o bebé vai ser estimulado pelos pais e outros cuidadores. Os bebés compensam a sua incapacidade de cantar e de falar, escutando a música e a fala dos outros. Daí que seja muito enriquecedor que sejam expostos a estímulos muito diferentes, também do ponto de vista sonoro. 

As crianças devem ouvir música, cantar e expressar-se corporalmente na fase em que ainda não aprenderam a falar. Quando se estimula o ritmo e o movimento corporal, aumenta-se a capacidade de falar com uma boa articulação. O contacto precoce com a música contribui para a aquisição das primeiras palavras. A música expõe o bebé a um conjunto de elementos sonoros e expressivos que são comuns a outras formas de linguagem, nomeadamente a linguagem verbal. Quando estamos a estimular os sentidos, e em particular o sentido auditivo, estamos a diferenciar sons e a contribuir para a aquisição também da competência linguística.»     

Texto retirado da revista O Nosso bebé, nº3

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

"O que posso fazer para que o meu filho comece a falar?"

Imagem retirada da net

E porque tantas vezes oiço a mesma pergunta, a mesma dúvida e, às vezes, a mesma angústia: "O que posso fazer para que o meu filho comece a falar?", "Porque é que o meu filho quase não fala e o primo já diz tantas palavras?", ... Já falei várias vezes aqui no blog sobre estratégias que promovem a aquisição da linguagem... Estratégias estas que não têm um objectivo de "tratar" ou remediar. Servem para facilitar, estimular o processo de comunicação de forma mais assertiva.

Os pais são pais e é isso mesmo que se pretende que sejam. Contudo, cada vez mais os pais têm necessidade de informação e se preocupam com o desenvolvimento dos seus filhos. Qualquer conselho que possa deixar aqui tem por base a máxima: Passe tempo com o seu filho! Ou seja, brinque no chão, brinque com tempo, dê importância às suas iniciativas, conheça as brincadeiras favoritas e divirta-se genuinamente a brincar! Não encare o brincar como mais uma tarefa nem esteja demasiado ansioso para que o seu filho fale. Há muitas formas de comunicar: valorize-as!

No post de hoje decidi resumir ou digamos juntar as Estratégias que promovem a Aquisição da Linguagem que já fui abordando em diferentes publicações do blog. Aqui ficam elas:

Minimize as questões directas. Colocar questões do tipo "O que é isto?" ou "O que queres?", numa fase inicial, tornam-se complexas para a criança. Assim, questões e ordens deverão ser evitadas até que exista maior domínio linguístico.

Comente. Siga a criança, observando o que ela faz e fazendo comentários, como se fosse um "diálogo interno". Use conceitos que a criança possa aprender! (ex.: "é a bola", "A Maria está a comer o pão") Os comentários sobre as acções que a criança faz facilitam o desenvolvimento da linguagem.

Espere a vez. Na interacção mostre com uma antecipação visual clara que espera a vez do seu filho participar na interacção. Sempre que a criança fizer um esforço para corresponder a essa expectativa deve ser recompensada. Essa expectativa pode ser promovida das seguintes formas:
- estabelecer contacto visual (se necessário tocando na cara da criança para a virar para si);
- virar a cabeça e o corpo na direcção da criança;
- colocar as sobrancelhas ligeiramente tensas.

Crie situações de comunicação. Encoraje a criança a comunicar espontaneamente criando situações que provoquem essa necessidade. Não antecipe tudo o que ela precisa: leve-a a sentir necessidade de pedir aquilo que quer (ex.: coloque alguns dos brinquedos que ela mais gosta em locais que ela os veja mas não consiga pegar neles sozinha; nem sempre "perceba" logo o que ela quer, finja que não entende e dê-lhe o que ela pediu se ela fizer um som semelhante à palavra).

Use e abuse de gestos e expressões faciais.  O gesto e o movimento são facilitadores ou encorajadores do discurso: capte a atenção da criança com os gestos que faz. Pense em gestos do dia a dia para associar às situações do dia-a-dia. Procure mimar as canções infantis.

Modele formas de comunicar, apresentando um modelo daquilo que a criança deverá dizer. Procure ser um modelo adequado de linguagem em vez de corrigir directamente os erros. Lembre-se que ser constantemente corrigido é frustrante para a criança. Enquanto damos o modelo demonstramos uma atitude afirmativa. Pelo contrário, a correcção mostra que apenas estamos focados nos erros comunicativos e não na sua intenção de comunicar. Procure repetir o que a criança disse de forma correcta e clara.

Reduza a extensão das afirmações: utilize frases curtas sempre que estiver a falar com a criança ou a comentar as suas actividades. Desta forma irá maximizar a compreensão bem como modelar algo que espera que a criança seja capaz de imitar no nível de desenvolvimento de linguagem em que se encontra. Por exemplo, se a criança ainda não é capaz de usar palavras, procure usar maioritariamente palavras ou frases muito curtas; se ela utiliza frases com duas palavras, tente que o seu discurso não tenha frases demasiado grandes. Tente aproximar-se do nível dela, mas uma escadinha acima!

Use um tom, ritmo e volume exagerado: ajuda a captar a atenção da criança. A entoação e volume exagerados facilitam o contacto. Utilize lengalengas, canções infantis, mas deixe espaço para que a criança participe com uma palavra (como na canção "atirei o pau ao gato", deixar que seja a criança a dizer "miau" no final; não se esqueça de criar expectativa neste momento).

Faça sons que acompanhem a actividade física ou as brincadeiras (exemplo: "pi pi" enquanto brinca com o carrinho, faça saltar uma bola enquanto diz "Pim, pim, pim", "Cu-cu", "Aaaaaaa", etc.).

Reforce o contacto visual: olhe para a criança, pois isso é crucial para facilitar a comunicação. Olhe para os olhos da criança e encoraje-a para que faça o mesmo.

Reforce qualquer esforço: para promover e reforçar a comunicação espontânea, deve reforçar toda e qualquer tentativa ou esforço da criança. Não ignore as suas iniciativas comunicativas. Procure responder sempre de alguma forma, verbalmente ou não, mas valorize o esforço da criança para comunicar, mostrando-lhe que é importante para si que ela o faça.

Coloque questões que impliquem acções, tais como "Onde está o nariz da Maria?", acompanhe a resposta da criança com pequenas expressões: "Tá aqui!". Pode também esconder um objecto e dizer "Não há" com gesto em simultâneo. Quando o encontrarem pode aproveitar a atenção da criança para nomear o objecto (exemplo: "É o pato!").

Valorize qualquer som espontâneo que a criança faça: repita-o e brinque com esse som, exagerando-o, mimando-o ou entoando uma música.

Leve a criança a pedir "mais" (exemplo: colocar a criança nas pernas e brincar "ao cavalinho" nos joelhos, parar, dizer "mais" com entoação como se fosse uma pergunta, e esperar a resposta da criança para recomeçar. Faça o mesmo com outras brincadeiras. )  

Divirta-se: fale com a criança de uma forma calma, com um tom e um ritmo agradáveis. Sorria sempre que possível.  Ajude a criança a associar uma boa sensação à comunicação. Seja um pai tranquilo e imaginativo :)