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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Change your attitude!!

Imagem retirada da net

Hoje volto novamente às questões do desenvolvimento da linguagem e resumindo os Dois primeiros anos de vida:

1º ano: PRÉ-LINGUAGEM

Fase vocal (0-8/9 meses): nascimento da PROTOCONVERSAÇÃO
Fase Verbal (8/9 meses - 12 meses)

2º ano: FASE PRÉ-LINGUÍSTICA

12-18 meses:      holofrases e jargão predominam
19 meses:           explosão de vocabulário
18-20 meses                                            enunciados de duas a trêspalavras
20-22 meses                                            nascimento da sintaxe e  
22-24 meses                                            fase rápida de aquisição de fonemas


Sobre a estimulação do desenvolvimento pré-linguístico e da linguagem nestas etapas já fui falando bastante aqui, com o tema "Antes de falar já comunico". 

Resumindo e analisando como podemos mudar as nossas atitudes perante uma criança nesta fase de desenvolvimento deixo ficar alguns tópicos adaptados deste livro


Atitudes sem a "mudança de atitudes":
  • Falam com frases compridas e com débito acelerado.
  • Usam linguagem muito acima do nível de competência da Criança, dando mais importância à forma que ao conteúdo da mensagem.
  • Comunicam "retoricamente", com grande preocupação didática.
  • Não esperam e não provocam a resposta da criança. 
  • Acomodam-se à comunicação idiossincrática da criança e não provocam uma performance mais convencional.  
  • Têm expectativas demasiado baixas ou elevadas.
  • Mantêm curtos contactos com a criança sem promover alternância de turnos (dar a vez) verbais e não-verbais.
  • Falam sem, primeiro, obter a atenção da criança.

Atitudes que facilitam a aquisição da linguagem:
  • Melhor capacidade de observação.
  • Seguem a liderança e iniciativa da criança.
  • Respondem aos comportamentos das crianças em vez de serem demasiado "dirigistas".
  • Valorizam pequenos pormenores da comunicação.
  • Facilitam a capacidade de iniciativa da criança.
  • Respeitam o turno de conversa da criança e incentivam-na a tomar a sua vez.
  • Nomeiam acções, objectos, sentimentos, ...
  • Respeitam as expectativas reais.
  • Passam do discurso "ainda não faz..." para o "já...".
  • Estimulam sem bombardear.  

Imagem retirada da net



Lembre-se que a linguagem é um conceito quase que se pode dizer omnipresente, ou seja, praticamente todas as actividades envolvem linguagem de uma forma ou de outra, pelo que procure ser assertivo nas trocas comunicativas, especialmente com crianças. 






Fonte: 
Rigolet, S. (2006) Para Uma Aquisição Precoce e Optimizada da Linguagem. Porto Editora.

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sexta-feira, 30 de março de 2012

Atitudes promotoras de desenvolvimento da linguagem (3-4anos)


Depois de ter falado aqui sobre os marcos de desenvolvimento da linguagem esperados entre os 3 e os 4 anos de idade, deixo hoje algumas orientações para esta fase:

- Brinque aos sons. Imite sons do ambiente (animais, aspirador, instrumentos musicais, ...) e peça à criança para descobrir de que será.

- Encoraje o gosto por rimas, através  lengalengas, canções, histórias com rimas, ... Inventem rimas para os nomes das pessoas lá de casa e frases com essas rimas (ex.: João-avião; O João tem um avião).

- Construam "livros" com imagens retiradas da internet ou até mesmo recortadas dos panfletos dos hipermercados que nos chegam a casa quase diariamente. Escolha temas (ex.: animais, casa, escola, alimentos, profissões, ...) e faça colagens por grupos, escolha puzzles ou jogos de associações, pode desenhar ou colar imagens para construir dominós com estes temas, ... Use estas actividades para simplificar a memorização de conceitos linguísticos.


Use as actividades propostas para promover no seu filho hábitos de pesquisavontade de encontrar respostas.

Enquanto adulto/pai procure: 

- induzir desafios ao nível das competências da criança 
- não subestimar a criança, provocando espírito crítico
- propor e não impor, sugerindo soluções e sem resolver em vez da criança
- demonstrar e não impor  a repetição
- promover competências de reflexão em vez de dar respostas. 
- ter cuidado com o modelo linguístico que fornece. 




A criança desta idade já começou a etapa dos "porquês" e iniciou os primeiros "porques", pelo que mostra que descobriu as relações causa e efeito e é capaz de as exprimir. O papel do adulto deverá passar por incentivar a procura de relações deste tipo e a sua explicação. 






Imagens retiradas da internet (a imagem dos panfletos tal como indicado na própria imagem foi retirada do site www.organizaracasa.com)
Fonte:
Rigolet, S. (2006) Para Uma Aquisição Precoce e Optimizada da Linguagem. Porto Editora. 

sexta-feira, 23 de março de 2012

O que esperar dos 3 aos 4 anos?

Falei aqui sobre o que esperar do desenvolvimento da linguagem entre os 2 e os 3 anos de idade, como forma de pais e educadores estarem alerta. Hoje deixo ficar os marcos de desenvolvimento esperados entre os 3 anos e os 4 anos, salvaguardando mais uma vez que existem diferenças individuais e que é necessário criar oportunidades para que o desenvolvimento ocorra.
Então,

dos 3 aos 4 anos

A criança:


• Produz frases simples com 4/5 palavras. Próximo dos 4 anos, já produz frases maiores, usando “e”, “mas”; 

• Inicia o uso de artigos indefinidos (um, uma , uns, umas), preposições (do, da, dos, das, ao, ...). Usa advérbios (bem, mal, ontem, primeiro, ...); 

• Compreende conceitos básicos de cor, forma, tamanho e localização

• Executa ordens com dois itens;

Responde a perguntas simples (quem? que faz? o quê? onde?); 

Relata factos ouvidos, acontecimentos que lhe foram contados, sem os ter vivenciado. 

• A nível pragmático: aprimoram e intensificam o uso das funções comunicativas. Na conversação: fazem perguntas sobre referentes ausentes; os turnos são inteligíveis e coerentes com o turno anterior.


Surgem indicadores de uma sensibilidade linguística (domínio implícito e inconsciente das regras linguísticas):

- fonológica : gosto por rimas. 

- morfo-sintáctica : identifica que algo “soa mal”, e pode começar a corrigir as suas produções e dos outros. (“eu fazi” __ “eu fiz” / “mais bom” __ “melhor”) 

- semântica: quando realiza pedidos de esclarecimento, sobre o significado de palavras quando as ouve pela primeira vez. (“O que é...?”)

Por volta dos 4 anos articulam correctamente a maior parte dos fonemas do português. Dos 3 para os 4 anos vão desaparecendo mais alguns processos fonológicos (trocas normais no desenvolvimento):

Sempre que tem dúvidas procure informar-se! 

segunda-feira, 12 de março de 2012

Gaguez Fisiológica... O que é? O que fazer?

Ontem falei Aqui que por volta dos 3 anos pode surgir uma Gaguez pontual e passageira que é denominada de Gaguez Fisiológica.


Entre os 30 e os 36 meses a aquisição de vocabulário diária acontece de forma mais intensa e as ideias da criança aumentam de forma significativa comparativamente com a sua capacidade de expressão no momento. Desta forma, é normal que passem por um período de seis meses em que apresentam características de uma forma de gaguez.

Neste intervalo de tempo o seu filho poderá "tropeçar" um bocadinho nas palavras, começando uma palavra e parando a meio para começar outra, ou estar frequentemente a fazer autocorrecções das suas próprias produções, o que resulta num diálogo entrecortado. Também poderá acontecer a criança falar durante o ar de inspiração, o que dá a ideia ao ao ouvinte de sufoco e atropelo das palavras.


Nesta fase, os pais devem adoptar uma postura que respeita alguns princípios a fim de evitar um possível estabelecimento de uma gaguez crónica e verificar que a sua duração não ultrapassa os 6 meses considerados normais.

Nunca acabar as frases antes de a criança as ter acabado por inteiro. Este é um princípio básico para prevenir a instalação da gaguez. Dê tempo à criança para ultrapassar as disfluências (pausas, repetições, prolongamentos de sons) sem esforço. Não apresse a criança a acabar aquilo que está a dizer e evite interrompê-la. Espere pacientemente que ela acabe, mostrando que esteve a ouvir o que ela disse. Quando interrompemos alguém que se está a tentar exprimir mostramos desrespeito pelas suas ideias e encorajamos a desistência.

Nunca obrigue alguém que está a gaguejar a falar mais devagar. Esta atitude só contribui para que a criança se sinta mais constrangida. Neste sentido, não verbalize "Fala devagar" ou "Tem calma". Pelo contrário, deve encorajar a sua expressão global, favorecendo qualquer tipo de expressão linguística, deixando-o exprimir-se livremente.

A nossa reacção espontânea e imediata à disfluência da criança será um factor de enorme peso. É normal os pais ficarem  preocupados quando a criança repete ou prolonga muito uma sílaba ou um som em determinada palavra, como por exemplo «sssssssapato». Embora fique preocupado, não peça à criança para repetir várias vezes a palavra, para se certificar que ela consegue dizer sem prolongamento. Isso só irá criar ansiedade na criança e fá-la-á tomar consciência de que algo não está bem com a sua fala. Oiça apenas o que ela tem para dizer, sem  se mostrar preocupado ou ansioso com a forma como ela o diz. Elogie as suas ideias. Diga-lhe que gosta de ouvir o que ela tem para dizer.

Atenção à linguagem usada com a criança! Deverá adaptar a linguagem à idade da criança, sem ser necessário infantilizá-la. Utilize uma linguagem funcional e concreta. Diminua a extensão das frases que diz à criança - devemos repartir as frases que usamos e  os pedidos que lhe fazemos. Dê uma instrução de cada vez, de forma a reduzir a quantidade de coisas que a criança tem que se lembrar e consequentemente a pressão e ansiedade. 

Respeite o ritmo do seu filho sem o tornar num problema de expressão!


Fontes:
Rigolet, S. (2002). Os três P: Precoce, Progressivo, Positivo – Comunicação e Linguagem para uma plena expressão. Colecção Educação Especial. Porto: Porto Editora.

Gaiolas, M. (2010) Gaguez da infância à adolescência. Edições Vogais e Companhia, Cascais.

Imagens retiradas da Internet



domingo, 11 de março de 2012

O que devo esperar aos 2 anos? E aos 3 anos?

Hoje resolvi falar um bocadinho de desenvolvimento da linguagem, de uma forma não exaustiva e que seja facilmente entendida por todos. A nível da linguagem podemos falar de competências de compreensão e de expressão, que envolvam as dimensões do vocabulário (semântica), da organização das palavras nas frases (sintaxe), da formação de palavras (adjectivos, plurais, concordâncias, ... - morfologia), percepção e produção de sons para formar palavras (fonologia) e uso de todas estas competências num contexto social (pragmática). 


Como pai/educador como posso saber o que esperar em cada idade?
A resposta a esta questão implica saber alguma informação e capacidade de observação para tentar verificar as competências que menciono hoje. Esteja atento durante as brincadeiras que faz com a criança, na sua interacção com outras crianças e não se cinja a acontecimentos isolados. 

Importa ter presente que os marcos de desenvolvimento da linguagem são atingidos mais ou menos na mesma idade por todas as crianças e que é necessário que haja oportunidade para que esse desenvolvimento ocorra. Contudo, existem diferenças individuais (herança genética, nutrição, influências culturais, ...) que devem consideradas e que interferem com o ritmo de aquisição.

De uma forma geral, as pessoas sabem que por volta dos 12 meses surgem as primeiras palavras, por norma pouco depois de a criança começar a dar os primeiros passos. São palavras simples e que tem um significado representativo de uma frase. Durante o segundo ano de vida, a criança aponta animais, roupas ou brinquedos quando o adulto diz o nome. Usam palavras e também sons que não são palavras mas que parecem uma "conversa". Por volta dos 18 meses começam a combinar 2 palavras (ex.: "papa bebé" ou "popó pai"). Ao longo desta fase a criança começa a entender que determinado objecto serve uma função (a escova é para pentear, o copo para beber, ...).

Dos 2 aos 3 anos
A criança:

- Produz cerca de 200 a 300 palavras.

- Usa frases curtas com 3/4 palavras, maioritariamente com nomes e verbos, do tipo afirmativo ou na negativa. (As perguntas ainda não surgiram, contudo com a entoação parece que o está a fazer.)

- Por volta dos 34 meses usa o "eu".

- Usa verbos regulares no passado e no presente. 


- Realiza generalizações abusivas. Ex: “Eu fazi”, “eu ouvo” e surge o plural;

- Descobre a causalidade (causa-efeito; “porquê?”). O uso do "porque" surge mais tarde (+ou- aos 3 anos e meio). 

- Tem dificuldades em recontar uma história (com suporte visual, consegue expressar algumas ideias ou nomear alguns tópicos). 

- Memoriza a letra de pequenas canções; 

- Produz palavras de carácter social: “obrigado”, “ por favor”; 

- Passa por um curto período de Gaguez pontual e passageira _ gaguez fisiológica (30-36meses), que resulta muito do facto de a criança compreender muito mais do que as suas competências lhe permitem expressar.

- É entendida pelos familiares, na maior parte das vezes (dificuldades em alguns sons e em palavras mais compridas, como “televisão”). 

- Até aos 3 anos diz palavras com os sons:
p, b, m, t, d, n, nh, k, g 

- Até aos 3 anos troca o som /k/ com /g/ (ex..comida-gomida) e pode trocar os sons /f, s/ por /p/ ou /t/ (ex.: faca-paca ou sopa-topa). 


Use o conhecimento destes marcos para estar mais atento e identificar precocemente dificuldades de linguagem  que necessitem de avaliação de um terapeuta da fala. Tem dúvidas? Pergunte... 



Imagens retiradas da Internet




Fontes:
Rigolet, S. (2002). Os três P: Precoce, Progressivo, Positivo – Comunicação e Linguagem para uma plena expressão. Colecção Educação Especial. Porto: Porto Editora.
Rigolet, S. (2006) Para Uma Aquisição Precoce e Optimizada da Linguagem. Porto Editora. 

quinta-feira, 8 de março de 2012

Uma escadinha acima...


De uma forma geral os pais conseguem fazer um desnível em relação às competências evidenciadas pelos seus filhos e o modelo que lhe vão dando. Contudo, nem sempre o desenvolvimento da linguagem surge nas fases esperadas e, algures neste percurso, vai-se perdendo esta naturalidade. 

Tinha falado aqui no conceito de "expansão semântica" e pareceu-me que não ficou muito claro, por isso decidi dar um exemplo:
  
A criança olha para o carro do pai e diz: "Popó!". Neste caso a mãe pode acrescentar: 
    
"O popó do papá!" ou "O popó é grande".

O adulto não deverá ultrapassar 3 a 4 palavras acima do enunciado produzido pela criança, para ser entendido  e servir de modelo optimal. Quantas vezes não acontece de falarmos tanto que a meio as crianças já nem estão a prestar atenção? "Falar muito" com a criança em determinadas fases deve ser doseado e deve existir tempo para que ela também possa responder.

Esta extensão pode ocorrer a nível gramatical, através do uso de palavras funcionais, tendo presente a noção de que estas custam mais a ser assimiladas. Exemplo: se a criança usa a palavra "bola", o cuidador poderá usar:
 "a tua bola", 
"a bola no cesto", 
"bola fora do campo", ... 


Outra questão que me fazem com frequência é se se deve usar ou não infantilismos, como "papa", "popó" ou outros. Numa primeira fase, tanto o cuidador como o bebé dirão "popó" e deve encorajar este tipo de infantilismos. Ao fim de algum tempo, verá que a criança já usará com um certo à-vontade esta palavra, por isso deverá propor uso do modelo adulto. Assim, quando o seu filho diz "popó" repita "popó" para reforçar e em seguida acrescente "o carro", juntando-lhe o modelo adulto do mesmo conceito. 
Só após este fase é que se permita a usar sempre a palavra adulta, pois agora ele saberá que têm o mesmo significado. 



Imagens retiradas da Internet. 
Fonte: 
Rigolet, S. (2006) Para Uma Aquisição Precoce e Optimizada da Linguagem. Porto Editora. 

segunda-feira, 5 de março de 2012

"Quito, quito, quito, ..."


Aqui há uns anos trabalhava num gabinete em que uma das funções que tinha era fazer rastreios em escolas e infantários que solicitassem a nossa deslocação. Numa dessas vezes conheci um pequenino de 3 anos que a educadora descreveu como sendo "o mais atrasado na fala". Como habitual, nestas situações nunca levo nada muito dirigido, por vezes até escolho algumas brinquedos ou livros das salas para os deixar menos inibidos e sigo um bocadinho a iniciativa deles. Neste caso acabou por ser um livro bem colorido e com várias imagens fotográficas. Abrimos o livro, ainda sem que o menino tivesse estabelecido contacto ocular comigo, me tivesse dito o nome ou qualquer outra coisa, e ele começou a explorar: apontava rapidamente várias imagens e nomeava todas com "quito". A minha inexperiência na altura não me permitiu ver logo do que se tratava. A educadora explicou-me que a mãe via diariamente antes de dormir livros com imagens na tentativa de lhe ensinar palavras, já que ele não falava ainda. Só aí se fez um click: "O que é isto? O que é isto?"




Escolhi este exemplo para relembrar como os modelos linguísticos nestas idades podem ser tão importantes. A fase do primeiro para o segundo ano caracteriza-se por imensas aquisições (e saliento que a compreensão da linguagem antecede sempre seis meses a sua produção), pelo que o adulto cuidador deve usar um modelo linguístico de fácil imitação. 

Neste sentido, é fundamental evitar o uso de diminutivos: ao dizer “casinha”, “florzinha” ou “gatinho” em vez das palavras correctas só estará a contribuir para atrasar a produção dessa mesma palavra. Usar diminutivos aumenta o número de sílabas, tornando-a mais complexa e, além disso, os sons /z/ e /nh/ são mais difíceis de articular, razão porque surgem mais tarde no desenvolvimento articulatório da criança.

No dia-a-dia procure antecipar verbalmente as situações que vão acontecendo e nomeie as diferentes fases. Esta atitude irá permitir que o seu filho ganhe confiança perante as situações novas, contribuindo para a sua participação. Nestes momentos use vocabulário adequado ao contexto, que seja funcional. A título de exemplo, não importa que a criança saiba a palavra “leão” se as palavras “cão” ou “gato” ainda não são usadas e, principalmente, se fizerem parte do seu quotidiano.

Neste processo, o cuidador deve dar a hipótese de a criança aumentar a qualidade e a quantidade do seu vocabulário, usando “expansões semânticas” , ou seja usar mais palavras para descrever um conceito que a criança já conhece. Por exemplo, para a palavra “bola” podemos usar diferentes adjectivos, tais como: “grande”, “azul”, “dura”, …

Hoje deixo uma sugestão aos pais: analisem os modelos linguísticos que propõem aos vossos filhos e procurem fazer um julgamento da assertividade com que o fazem.    



Imagem retirada da Internet. 
Fonte: 
Rigolet, S. (2006) Para Uma Aquisição Precoce e Optimizada da Linguagem. Porto Editora.